Para Mariana Monteiro, assinar petições e evitar a polarização da sociedade são passos fundamentais para alcançar uma sociedade melhor.
O papel de cada cidadão na transformação da sociedade foi um dos temas em destaque na entrevista de Mariana Monteiro ao podcast “Educa-te”, conduzido por Rodrigo Castro e apoiado pela Renascença onde, a atriz abordou a sensação de impotência que muitas vezes assola as pessoas perante os grandes problemas globais, optando por uma visão pragmática e realista sobre a mudança.
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Recusando baixar os braços perante a adversidade, Mariana Monteiro explicou que a esperança reside nos detalhes. “Eu acho que sim que podemos mudar sempre (…) porque eu acho que nós estamos sempre a achar que mudar é criar uma coisa muito grande (…) a mudança é o somatório de muitas pequenas transformações“, partilhou.
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A atriz reconhece as limitações individuais, mas sublinha o dever de agir. “Eu não acredito que tenhamos o poder individual, lá está, de transformar o mundo todo, mas acho que sim nós somos responsáveis por com as nossas ações, contribuir para pequenas mudanças“, afirmou.
Para ilustrar a sua perspetiva, deu o exemplo do impacto prático que uma simples assinatura pode ter. “Pequena ação é o que é assinar uma petição, vou assinar a petição (…) já recebi vários emails de ‘obrigada porque já aconteceu isto e isto, obrigada pela sua assinatura, graças a esta petição conseguimos libertar alguém’“, relatou a convidada.
Apesar de assumir a sua hipersensibilidade e a necessidade de dosar a quantidade de informação que consome para proteger a sua saúde mental, Mariana Monteiro apelou à união social e, classificando-se mais como “realista” do que “otimista”, a atriz deixou um alerta sobre os perigos da divisão constante entre as pessoas. “Acho mesmo que nós temos que deixar de fazer assim nós e os outros, nós e eles, porque senão a nossa sociedade só tem tendência para se dividir mais e mais“, concluiu.