A filha de Carlos Cruz abriu o coração a Júlia Pinheiro e revelou detalhes inéditos sobre o sofrimento que viveu numa antiga relação amorosa.
Marta Cruz marcou presença no programa «Júlia», da SIC, esta segunda-feira, 12 de outubro, para uma entrevista onde abordou capítulos dolorosos e mantidos em segredo da sua vida pessoal. Em conversa com Júlia Pinheiro, a filha de Carlos Cruz falou sobre a relação que diz ter sido conturbada e tóxica que viveu com o pai do seu filho mais velho, Noah.
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A descoberta da primeira gestação aconteceu de forma inesperada. “Engravidei por acaso. Lembro-me de estar no hospital, sentia-me super estranha, e saiu o exame de gravidez, juntamente com as outras análises todas e vejo que deu positivo. Saí, estava com uma amiga minha portuguesa, liguei à minha mãe e disse que estava grávida“, relatou a convidada.
O rumo da partilha encaminhou-se depois para a dinâmica do casal, revelando um cenário de grande sofrimento. Marta Cruz confessou que a convivência estava longe de ser saudável e expôs a gravidade da situação. “A relação não era das melhores. Posso dizer isto porque o Noah sabe tudo e não há segredos. Foi o único homem que deixei que me fizesse mal. E jurei que mais nenhum homem me tocava. Foi um inferno“, desabafou, salientando que a rede de apoio familiar foi vital para escapar desse ciclo: “Isto nunca foi falado publicamente. A minha mãe ajudou-me bastante, o Noah ajudou-me bastante, e conseguimos sair disso“.
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Numa fase posterior da sua vida, as circunstâncias obrigaram-na a tomar decisões difíceis, nomeadamente quando teve de deixar Noah no Brasil aos cuidados da avó materna, após o nascimento da sua segunda filha. “Ele na altura não percebeu, agora já entendeu mais aquilo que aconteceu. Não tinha condições de trazer duas crianças, principalmente o Noah, que já tinha sete ou oito anos, que precisava de imediato de entrar na escola e de estabilidade“, recordou.
A necessidade de organizar a sua vida em Portugal pesou na escolha dolorosa de separação temporária. “Não podia trazê-lo com uma bebé ao colo. O meu pai ia entregar-se, precisava de estabilizar as coisas, não sabia se a relação com o Madjer ia dar certo ou não. Não queria tirá-lo do seu ninho. Ele estava com a minha mãe“, concluiu.