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“Misógino em progresso”: Isabela Figueiredo arrasa Cláudio Ramos após polémica com convidada de 119 quilos

A escritora e vencedora do Prémio Urbano Tavares Rodrigues não poupou o apresentador, apelidando-o de "bruteza que não abre a boca para o bem de ninguém".

Isabela Figueiredo não poupou Cláudio Ramos na sua crónica semanal no Expresso, publicada a 7 de agosto de 2026, depois de o apresentador ter protagonizado uma polémica num programa da manhã, neste caso o «Dois às 10».

O alvo das críticas foi a forma como Cláudio Ramos abordou uma jovem influencer, de 23 anos, que pesava 119 quilos e falava em direto sobre o direito das pessoas “gordinhas” a aceitarem o seu corpo.

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A escritora, vencedora do Prémio Urbano Tavares Rodrigues, não escondeu o seu desconforto com a postura do rosto da televisão. Isabela Figueiredo atirou que Cláudio Ramos “considerou que não podia deixar passar a convidada de 119 quilos pelo seu programa sem lhe declarar o seu desagrado com a gordura”.

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O apresentador, disse a cronista, não acreditava na felicidade da jovem. “Não acredita que a jovem seja gorda e feliz. E se lhe chamarem gorda na rua como é que reage?”, questionou Cláudio Ramos, segundo a descrição da autora. Para Isabela Figueiredo, a atitude de Ramos demonstra que o apresentador parece ignorar a evolução social: “Pergunto-me se terá percebido que já não se chama ‘paneleiro’ a ninguém. Só os amigos, na brincadeira.”

Figueiredo prosseguiu com a sua crítica, lançando questões hipotéticas sobre a conduta do apresentador. Será que Cláudio Ramos teria a mesma frontalidade se estivesse perante um homem de 119 quilos? “O senhor, sendo piloto, já pensou que talvez não seja conveniente uma pessoa que trabalha na aviação ser obesa?”, imaginou a escritora que o apresentador diria. E, num outro exemplo, questionou se ele faria comentários sobre a higiene das rastas de Bob Marley.

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A cronista não se ficou por aí e apontou o dedo à alegada hipocrisia de Cláudio Ramos. O apresentador, lembrou, costuma mostrar-se “99 por cento nu nas redes”, com “selfies corporais, nas quais esconde apenas uns centímetros púbicos”.

Isabela Figueiredo, que não defende “conceitos de sacralização da gordura nem da magreza”, virou o jogo e deu o seu próprio conselho a Cláudio Ramos. “Não é nada salutar. Atrai muitos malucos perigosos. E quem faz scroll no Instagram não tem de ser obrigado a contemplar as laterais do seu órgão genital, mesmo depiladas”, escreveu. A escritora acrescentou ainda que “a depilação de partes íntimas e sensíveis causa problemas dermatológicos que poderão tornar-se graves com o tempo”.

No final, Isabela Figueiredo foi perentória na sua avaliação, classificando Cláudio Ramos como “um misógino em progresso, uma bruteza que não abre a boca para o bem de ninguém, como o marido da grávida da padaria, em Lourenço Marques. Um velho igual aos velhos, ele que é tão giro, tão contemporâneo.”

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