Embaixador de Israel exige cancelamento de Kanye West no Algarve
Oren Rozenblat divulgou um vídeo a pedir que Portugal não dê palco a um artista que já glorificou Hitler, apelando também à Câmara de Faro e ao público.

O embaixador de Israel em Portugal, Oren Rozenblat, pediu o cancelamento do concerto de Kanye West, agendado para 7 de agosto de 2026 no Estádio Algarve.
Rozenblat justificou a sua posição com as declarações antissemitas e a glorificação de Adolf Hitler atribuídas ao artista.
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Num vídeo divulgado nas redes sociais da Embaixada de Israel, o diplomata sublinhou que Portugal não deveria dar palco a alguém que, nos últimos anos, proferiu declarações antissemitas, racistas e de apologia ao nazismo.
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“Isto não é provocação. Isto é discurso de ódio”, atirou Rozenblat, lembrando que “muitos países, tais como a Austrália, revogaram o seu visto; no Reino Unido, foi impedido de entrar no país; em França, Polónia, Suíça e Eslováquia os concertos foram cancelados”. O embaixador frisou ainda: “Muitos compreenderam que existe uma linha vermelha, uma sociedade democrática não deve oferecer um palco a quem glorifica Hitler. Promove o nazismo e difunde o antissemitismo. E, no entanto, no dia 7 de agosto de 2026 atuará em Portugal, no Estádio do Algarve, um estádio que pertence aos municípios de Faro e Loulé e, por isso, aos seus cidadãos.”
Rozenblat contou ter pedido ao presidente da Câmara de Faro para promover o cancelamento do espetáculo e fez um apelo direto ao público para que não assistisse.
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Conhecido agora como Ye, Kanye West soma várias polémicas por declarações em defesa de Adolf Hitler e do nazismo, além de comentários considerados antissemitas e racistas. Lançou a música ‘Heil Hitler’, entretanto retirada de plataformas digitais, e chegou a comercializar camisolas com suásticas.
Estas posições valeram-lhe o cancelamento de concertos e a restrição de entrada em vários países.
O espetáculo do dia 7 de agosto de 2026 marca o regresso do artista a solo português, 15 anos depois da última atuação. Até ao momento, as autoridades portuguesas não anunciaram qualquer decisão sobre o pedido de cancelamento, e o concerto mantém-se agendado.