Pedro Chachas Freitas rejeita escolhas binárias e declara apoio a Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus
O autor explica que compreende a frustração de Ronaldo, que se sente enganado, e a mudança de ideias de Jesus, que pode ter reavaliado a situação.
Pedro Chachas Freitas tomou uma posição clara nas redes sociais. Não se limitou a um lado, declarou o seu apoio tanto a Cristiano Ronaldo como a Jorge Jesus.
No longo texto que partilhou, o autor explicou a sua visão sobre a complexidade das relações humanas, rejeitando a ideia de que a vida se resume a escolhas binárias. “Não entendo a vida como uma construção dicotómica. A vida é uma sucessão de equívocos, de possibilidades, de caminhos, de erros, de instantes em que escolhemos uma direção sem sabermos muito bem para onde vamos”, escreveu.
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Compreende a frustração de Ronaldo: “Se lhe foi dito que iria continuar a ser importante, que iria continuar a jogar, e de repente percebe que não vai ser assim, fica zangado, fica aborrecido, apetece-lhe dar um pontapé no balde e ir para junto de quem ama.”
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Da mesma forma, entende a mudança de ideias de Jorge Jesus. O treinador, que inicialmente considerou a convocatória de Ronaldo importante para a equipa, pode ter reavaliado a situação. “Todos nós já mudámos de ideias a meio do caminho”, lembrou Pedro Chachas Freitas.
Para o autor, as duas figuras são, no fundo, muito semelhantes. Ambos são movidos pela paixão e pelo excesso, habituados a ter a última palavra e a decidir o rumo dos acontecimentos. “Cristiano habituou-se a decidir jogos; Jesus habituou-se a decidir equipas”, assinalou.
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Esta dinâmica cria um choque inevitável: “São duas formas de poder.”
Pedro Chachas Freitas concluiu que, por vezes, a coexistência de duas forças tão grandes se torna impossível, e isso não implica que uma delas tenha de ser desvalorizada. “Podemos compreender duas dores incompatíveis, podemos estar do lado de ambos. Eu estou”, garantiu. E atirou, a fechar, uma reflexão sobre a grandeza: “Quando duas grandes pessoas deixam de caber no mesmo lugar, não somos obrigados a tornar uma delas pequena.”