A denúncia pública surge no mesmo dia em que o artista foi condenado a uma pena suspensa de três anos pelo Tribunal de Torres Vedras.
A condenação de Nuno Homem de Sá a três anos de prisão com pena suspensa, ditada esta segunda-feira pelo Tribunal de Torres Vedras, continua a provocar fortes reações fora das salas de audiência pois, Francisca de Magalhães Barros, reconhecida pintora, vítima e ativista na luta contra a violência doméstica, recorreu às plataformas digitais para expor uma situação envolvendo o ator de 63 anos.
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Através das suas redes sociais, a defensora dos direitos das vítimas revelou que tem sido alvo de abordagens diretas por parte do artista nos últimos tempos, intensificando-se a proximidade do desfecho judicial do caso que envolve Frederica Lima. “Durante o tempo e próximo da sentença este indivíduo tem me enviado mensagens e escrito comentários nos posts sabendo que sou activista e a minha principal causa entre outras é a violência doméstica“, denunciou publicamente.
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A revelação da ativista acrescenta uma nova polémica ao dia em que a justiça deu como provados os crimes de violência física e psicológica cometidos pelo ator pois, recorde-se que a sentença de 250 páginas invalidou as teses de inocência do arguido, aplicando-lhe a obrigatoriedade do uso de pulseira eletrónica de afastamento e a proibição absoluta de contactar a vítima por qualquer meio, incluindo as plataformas digitais.
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O testemunho de Francisca de Magalhães Barros surge como um desabafo partilhado com a sua comunidade de seguidores, sublinhando a exposição a que as dinamizadoras destas causas sociais estão sujeitas, mesmo durante o decorrer de processos judiciais de elevada sensibilidade.