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O bloqueio na seleção: Adriano Silva Martins aponta que Cristiano Ronaldo tem ‘medo’ de ver outras estrelas brilhar

Cláudio Ramos e Adriano Silva Martins pedem espaço para novas estrelas brilharem

A transição geracional na equipa das quinas dominou o debate no «Dois às 10», com avisos sérios sobre a resistência do madeirense em ceder protagonismo em campo.

A permanência de Cristiano Ronaldo no banco de suplentes durante o recente embate da seleção nacional, sem ter somado qualquer minuto sob a liderança técnica de Jorge Jesus, desencadeou um debate alargado sobre a urgência de renovação na equipa das quinas.

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O tema ganhou relevância na emissão do «Dois às 10», onde os comentadores analisaram a relutância coletiva em aceitar o declínio natural daquele que é o maior goleador da história do futebol português e mundial.

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Adriano Silva Martins destacou que a preservação desmedida do estatuto do avançado tem colocado entraves ao surgimento de novas referências. “É verdade que que surja outro Cristiano Ronaldo é muito difícil, mas nós termos outro ídolo não é assim tão difícil. E para que o João Neves, para que o Gonçalo Ramos, para que tantos outros tenham também o seu palco, é preciso que uma estrela se apague“, argumentou o comentador, assinalando a postura de resistência do internacional luso em aceitar um papel secundário: “Ele não deixa que isso aconteça“.

Cláudio Ramos subscreveu a necessidade de encarar o término de ciclos com naturalidade, traçando paralelos com outros grandes vultos da cultura portuguesa. “As pessoas não têm que ser substituídas. Nós não vamos ter outro Marco Paulo. Não vamos ter outra Amália. Não vamos ter outra Cristina Ferreira. E não vamos ter outro Cristiano Ronaldo“, enumerou o apresentador, reforçando a certeza de que novas personalidades assumirão o leme dos respetivos setores: “Mas teremos outras pessoas que marcarão a década da televisão. Teremos outros Marco Paulos que cantarão tão bem como ele“.

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Por sua vez, Gonçalo Quinaz contextualizou a indignação do público perante as limitações físicas impostas pela passagem do tempo. “Um dos maiores erros é dizerem: ‘os portugueses são uns ingratos, já se esqueceram daquilo que ele fez’. (…) Nem ninguém se esqueceu daquilo que ele fez. Mas aquilo que ele fez já lá ficou atrás“, sublinhou o comentador, vincando o limite biológico: “Hoje em dia, com 41 anos, é legítimo que nós enquanto público possamos dizer que ele já não consegue fazer, porque seria contra a natureza“.

O antigo atleta apontou ainda o foco excessivo do avançado em metas individuais: “O problema é que agora ele quer chegar aos 1000 golos a todo o custo“.

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