O “Efeito Fátima Lopes” no matutino da SIC: Uma estreia morna que não beliscou a liderança da TVI
O regresso temporário da apresentadora às manhãs de Paço de Arcos, ao lado de Diana Chaves, impulsionou a curva de audiências ao longo do programa, mas revelou-se insuficiente para bater o "Dois às 10". Eis a análise minuciosa aos números de ontem.
A manhã de ontem, segunda-feira, 10 de agosto de 2026, ficou marcada por um regresso muito aguardado ao ecrã da SIC.
Fátima Lopes voltou à antena do canal para assumir a condução do matutino Casa Feliz, fazendo parelha com Diana Chaves durante o período de férias de João Baião. O regresso da histórica apresentadora a um registo de “daytime” diário gerou grande expectativa no setor, mas os dados de audiência recolhidos pela MediaMonitor/CAEM revelam que a concorrência direta manteve a sua hegemonia inalterada.
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No cômputo geral do confronto matutino, a SIC registou a segunda posição. O programa Casa Feliz, que esteve no ar entre as 09:45:57 e as 13:00 (com uma duração líquida de emissão de 2 horas, 38 minutos e 37 segundos, descontando os espaços publicitários), obteve uma audiência média de 2,6% de rating e um share de 14,1%, o que equivale a cerca de 262,0 mil telespetadores sintonizados.
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Na liderança consolidou-se o formato da TVI, Dois às 10, que conquistou uma média de 3,2% de rating e 17,1% de share, mantendo uma distância confortável de quase 57 mil telespetadores face à SIC. Em terceiro lugar ficou a RTP1, que com a transmissão do especial exterior Há Volta – Anadia alcançou uma média de 2,2% de rating e 11,5% de share.
Analisando a evolução da curva de visualização minuto a minuto, torna-se claro que o chamado “efeito Fátima Lopes” operou uma tendência de crescimento contínuo, embora partindo de valores bastante modestos. O matutino da SIC iniciou a sua emissão, às 09:46, com apenas 1,1% de rating e 8,3% de share (cerca de 105,4 mil telespetadores).
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No entanto, a cumplicidade entre Diana Chaves e Fátima Lopes foi gradualmente agregando público. Às 10:00, o programa já registava 1,2% de rating (8,5% de share), ascendendo aos 1,7% de rating (11,8% de share) às 10:15 e quebrando a barreira dos 2,0% às 10:24.

Durante a faixa das 11:00, o programa manteve-se estável, oscilando entre os 2,0% e os 2,2% de rating. O grande salto competitivo deu-se na segunda metade dessa hora: às 11:30, a SIC marcava 2,6% de rating (13,5% de share) e atingiu o seu pico intermédio às 11:49, alcançando uns expressivos 3,6% de rating e 17,9% de share (362,1 mil telespetadores) imediatamente antes de entrar em período de intervalo comercial.
A reta final do programa, que coincide com a maior aproximação à hora de almoço, demonstrou a capacidade de retenção de público da nova dupla. Às 12:24, a SIC já ultrapassava os 4,0% de rating, marcando 4,1% com um share de 17,7%. A subida manteve-se até ao último fôlego da emissão, com o Casa Feliz a atingir o seu pico máximo de audiência às 12:53, com uns notáveis 4,7% de rating (correspondentes a 464,7 mil telespetadores) e 16,9% de share.
Em suma, embora o programa não tenha conseguido desbancar o domínio matinal da TVI, os números mostram uma curva de fidelização saudável. O facto de o formato ter quadruplicado a sua audiência entre o minuto inicial e o minuto final sugere que a presença de Fátima Lopes estabilizou o consumo e deixou uma rampa de lançamento robusta para o bloco informativo que se seguiu.