A atriz recordou as raízes no norte do país e explicou como o sotaque e a linguagem popular continuam vincados na sua personalidade.
Para além das revelações de grande impacto emocional, a passagem de Beatriz Godinho pelo «Alta Definição» deste sábado na SIC permitiu também ao público conhecer o lado mais genuíno e divertido da sua personalidade. Orgulhosa das suas origens na cidade do Porto, a artista de 34 anos garantiu que a sua identidade nortenha se mantém viva no dia a dia.
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Questionada por Daniel Oliveira sobre a influência da sua terra natal na forma de estar no mundo, a resposta surgiu de pronto com um sorriso rasgado. “Completamente. Eu estou sempre a dizer que sou muito tripeira. Eu tenho que admitir, eu consigo ser uma pessoa muito educada, elegante, mas quando estou bastante à vontade, é verdade, eu sou do tempo em que os palavrões são uma vírgula“, atirou sem rodeios.
Essa faceta mais descontraída vem diretamente do ambiente vivido em casa durante o crescimento, partilhando com o progenitor a mesma desinibição verbal. O hábito é tão forte que a obriga a ter cuidados redobrados nos bastidores das produções televisivas. “Eu tinha essa abertura do meu pai. Aliás, eu tenho que admitir que sempre que estou a trabalhar eu tenho que evitar falar com o meu pai antes das gravações, porque senão primeiro o meu sotaque vem todo instantaneamente e depois eu e o meu pai somos muito parecidos nessas vírgulas, digamos. Mas a minha mãe ficava sempre muito incomodada“, partilhou divertida.
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A infância da atriz foi igualmente marcada por uma curiosidade sem limites e por uma paixão precoce pelas atividades físicas, tendo encontrado no avô materno o parceiro ideal para as suas aventuras. “Eu, pessoalmente, sempre fui uma pessoa muito ligada ao corpo e gostava de trepar árvores e fazer todos os desportos possíveis e imaginários. E então, às vezes, chegar a casa e a minha mãe: outra vez com os joelhos esmorrados? Mas depois tive a sorte de ser criada muito perto dos meus avós maternos e o meu avô Eduardo era o pior compincha nesse sentido“, recordou.
Essa dedicação ao movimento levou-a ao ballet clássico logo aos seis anos, arte que abraçou com seriedade até que uma lesão no joelho esquerdo alterou os seus horizontes e abriu caminho para a representação. “Tive que fazer uma pausa com fisioterapias, estive algum tempo afastada dessa rotina (…) e tive que pôr um pouco em suspenso essa ideia de vida que eu já tinha escolhido para mim. E de repente o mundo começou a crescer e fui gravitando para aquela que é a minha profissão de hoje em dia“, concluiu a artista.