Apesar da recente felicidade com o nascimento da segunda neta, a apresentadora lida diariamente com a dependência física e emocional da mãe.
Júlia Pinheiro atravessa uma fase de emoções contraditórias na sua vida pessoal. Se, por um lado, o percurso familiar da apresentadora da SIC tem sido pautado pela alegria da chegada da segunda neta – fruto da gravidez da filha Carolina, que se junta à bebé de Matilde, nascida no ano transato -, por outro, a saúde fragilizada da sua mãe tem exigido uma enorme resiliência diária.
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A comunicadora de 64 anos revelou que Áurea, a sua mãe, voltou a sofrer dois acidentes vasculares cerebrais (AVC) no passado mês de julho e, este agravamento repentino do estado clínico deixou-a totalmente dependente dos cuidados da família, num período que coincidiu precisamente com a gestação de Carolina.
Em declarações à revista Nova Gente, o rosto da estação de Paço de Arcos falou sobre a dura realidade de ver a saúde da mãe deteriorar-se ao longo dos últimos meses. “Já perdi o meu pai e tenho a minha mãe debilitada. Em julho teve dois AVC e ficou ainda mais frágil“, assumiu a apresentadora.
Confrontada com a possibilidade de vir a perder a mãe, Júlia Pinheiro confessou encarar o futuro com pragmatismo e aceitação. “Fui pacificando essa ideia. Sobretudo, porque hoje ela já não é a pessoa que eu conheci. A minha mãe já partiu há muito tempo, embora não esteja completamente alienada. É uma senhora muito diminuída. Na locomoção, não é autónoma“, explicou, rematando com um desabafo incisivo sobre a inversão de papéis no seio familiar: “Eu sou a mãe da minha mãe“.
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O calvário clínico de Áurea tem vindo a arrastar-se ao longo dos últimos anos pois, o seu estado de saúde já se encontrava debilitado desde 2019, altura em que sofreu um primeiro acidente vascular cerebral que deixou sequelas irreversíveis.
Numa entrevista anterior conduzida por Sara Avelar, a apresentadora já havia espelhado o processo de luto antecipado que tem vivido na intimidade: “Perdi um bocadinho em vida a minha mãe. A minha mãe está viva mas já não é a senhora que era“.