O choque emocional provocado pela perda gestacional acabou por ditar o término da vida a dois, numa fase em que planeava constituir família.
O luto vivido por Beatriz Godinho nos últimos meses não se limitou à perda gestacional que a forçou a suspender a carreira televisiva. No «Alta Definição», à conversa com Daniel Oliveira, a atriz revelou que o sofrimento acabou por ter um desfecho devastador na sua vida amorosa, ditando o ponto final no relacionamento com o companheiro da altura.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
A viver uma fase em que o casal procurava ultrapassar barreiras para aumentar a família, o trauma da interrupção involuntária da gravidez colocou a união à prova. “Infelizmente é uma coisa comum em casais que lidam com desafios de fertilidade ou de perdas gestacionais. Às vezes é muito duro para a relação, coloca um teste descomunal. E é muito comum às vezes as relações não aguentarem“, contextualizou a intérprete.
Leia também: Bebé a caminho? Dylan e Inês Gama desvendam o grande mistério em direto na TVI
O desencontro de vontades abriu uma ferida profunda na sua estrutura pessoal, transformando os planos do quotidiano num cenário de desolação. “Eu tenho 34 anos. Quero muito ser mãe. Quero muito constituir família (…) Mas quando de repente as pessoas não se encontram ou deixam de se encontrar num mesmo projeto, as coisas deixam de ter sentido“, desabafou com visível amargura.
A desconstrução de todo o projeto de vida conjunto foi descrita pela artista como um dos momentos mais exigentes do seu percurso, acentuando a sensação de vazio. “Uma pessoa tem um futuro pensado. Tem todos os passos, tem uma cara para aquele futuro, tem sítios, tem memórias e depois isso desaparece e é um choque brutal. É uma desorganização dos nossos hábitos, mesmo o nosso sistema nervoso fica em completo choque: mas agora como é que eu existo sem esta presença, sem estas rotinas?“, partilhou.
Leia também: TVI e SIC taco a taco nas audiências: Diferença de uma décima decide liderança
A atriz não escondeu ainda o peso do relógio biológico neste recomeço forçado a nível sentimental. “Tenho 34 anos e tenho que começar do início, sabes? E é difícil, e é difícil“, confessou a Daniel Oliveira, assumindo o medo natural que acompanha a necessidade de reconstruir os seus alicerces afetivos.