António Leal e Silva considerou a estética ultrapassada, acusando a produção de utilizar os corpos femininos unicamente para alcançar visualizações.
A discussão em torno da representação feminina em campanhas de publicidade e videoclipes ganhou fôlego no painel de debate do «V+ Fama». O paralelismo entre as imagens sensuais da canção «Rolê», de Agir, e a vaga de críticas enfrentada internacionalmente pela atriz norte-americana Sydney Sweeney motivou uma intervenção estruturada de Guilherme Castelo Branco.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Leia também: Helena Isabel pondera dormir com Pedro no «BB All Stars» e atira: “Vou dormir com um idoso pela primeira vez”
O comentador considerou que os julgamentos de valor estão profundamente desequilibrados consoante o setor em causa. “Quando estamos a falar dos pesos e das medidas, eu até digo mais, não é 2 pesos e 2 medidas, é 20 pesos e 20 medidas. Porque isto acontece em expansão no mercado. Aqui no mercado, por exemplo, da música, vamos dizer, ok, pode ser considerado expressão artística (…) Eu acho que é complicado, e a pergunta que temos que fazer é: quando é que termina a expressão artística e começa a objetificação da mulher? Ou quando é que termina a expressão artística, começa a objetivação da mulher ou o empoderamento da mulher?“, refletiu.
Guilherme Castelo Branco lembrou que as intervenientes são profissionais remuneradas e que a sua participação resulta de escolhas livres, associando a reação negativa à postura política da estrela norte-americana. “No caso da Sydney Sweeney, ela foi muito inteligente (…) Tem a ver com a politização? Tem mesmo, porque a Sydney Sweeney, infelizmente ou felizmente, é apoiante declarada do Trump. Portanto, é uma mulher de direita, e como a mulher já está na mira e foge da narrativa atual e mais consensual é atacada. Mas eu acho que em democracia nós temos que ver da mesma forma e com o mesmo peso e com a mesma medida“, acrescentou.
Leia também: Apesar da separação com Carolina Pinto, Marco Costa surpreende ex-sogra: “Cumpri a promessa”
A interpretação foi contestada por António Leal e Silva, que recusou enquadrar a escolha de Agir como um ato de afirmação. “E acho realmente, para quem é honesto, que ali o que as mulheres estão a fazer não tem nada a ver com empoderamento. Aquilo é a utilização do corpo da mulher para ganhar views e para verem umas miúdas ali todas cheias de contorções“, rematou, sustentando que se tratou de uma conceção visual com escasso valor criativo.