O apresentador do V+Fama questionou o motivo pelo qual personalidades habitualmente vigilantes não se pronunciaram sobre as cenas sensuais em «Rolê».
A estreia do videoclipe do tema «Rolê», fruto de uma colaboração musical entre Agir e Kroa, transformou-se no epicentro de uma reflexão acesa no «V+ Fama», transmitido pela estação do grupo Media Capital. Com imagens de teor provocatório e bailarinas a realizar movimentos arrojados, a produção chamou a atenção de Adriano Silva Martins, que não hesitou em ‘trazer para cima da mesa’ à ausência de reações por parte de nomes conhecidos do ativismo social em Portugal – principalmente sobre feminismo.
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O apresentador da emissão estranhou a passividade com que este trabalho foi acolhido por quem, habitualmente, condena a objetificação feminina em campanhas ou produções mediáticas. “Eu acho que há aqui, não sei se estás de acordo comigo, dois pesos e duas medidas sobre a hipersexualização, porque por um lado não vejo ninguém achar que o Agir, por exemplo, é machista, nem vejo as feministas aqui a levantarem bandeirinhas“, sublinhou.
Para fundamentar a sua observação, o jornalista fez questão de nomear duas personalidades que assumem com regularidade a defesa de causas sociais e de género, estranhando que não tenham tecido qualquer reparo ao teor visual da canção do colega de meio artístico. “Eu não vejo a Carolina Deslandes a protestar por este vídeo“, afirmou, completando de imediato a sua intervenção com uma segunda referência: “Nem a Catarina Furtado…“.
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António Leal e Silva acompanhou a reflexão do apresentador, realçando a duplicidade com que certos temas são abordados consoante a proximidade pessoal ou profissional dos envolvidos. “Em relação ao Agir e ao vídeo do Agir, é muito engraçado porque realmente há dois pesos e duas medidas. Porque as pessoas que andam a hastear bandeiras disto e daquilo e da mulher objeto e não sei quê, acho que o vídeo não foi bem conseguido“, atirou o comentador, levantando a dúvida se o posicionamento de certos rostos públicos só se manifesta em circunstâncias convenientes.
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