Príncipe Harry chora perante herói de guerra e deixa mensagem forte: “Não desaparecemos”
Lágrimas e dois milhões de euros: A noite de glória e superação do príncipe Harry em solo britânico

O duque de Sussex presidiu à primeira edição dos galardões e abordou o recomeço da rotina familiar com Meghan Markle e os dois filhos em solo britânico.
O príncipe Harry marcou presença na primeira edição dos Invictus Spirit Awards, assinalando o seu primeiro grande compromisso oficial em Londres desde o regresso ao país com a família. O evento teve como principal propósito distinguir a coragem, a resiliência e o espírito de sacrifício de veteranos das Forças Armadas com lesões graves de serviço.
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A noite festiva proporcionou vários reencontros e momentos de proximidade com o público presente e, entre conversas animadas, partilha de fotografias e abraços fraternos, o duque de Sussex evidenciou uma enorme cumplicidade com o apresentador e humorista James Corden, responsável pela abertura da cerimónia. O momento de solidariedade contou ainda com o contributo de personalidades que doaram artigos para a angariação de fundos, incluindo Elton John, David Furnish, Ed Sheeran, Chris Martin e Michael Bublé.
O leilão e os donativos somaram cerca de dois milhões de euros para a fundação, montante para o qual o próprio príncipe contribuiu com um donativo pessoal superior a 11 mil euros.
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Numa conversa intimista com a revista HELLO!, o filho mais novo do rei Carlos III partilhou a emoção pelo sucesso alcançado na organização do certame. “Ha significado imenso. Foram semanas, meses e anos de preparação. Por isso, ter uma sala com cerca de 340 pessoas, competidores dos Invictus de todo o mundo e as suas famílias, de todos os fusos horários que o mundo tem para oferecer… conseguimos“, congratulou-se, resumindo o sentimento geral: “Tivemos a oportunidade de contar histórias incríveis e homenagear heróis extraordinários. Sinto-me muito, muito feliz por todos terem vindo e demonstrado o seu apoio. Foi uma noite incrível“.
Questionado sobre a readaptação ao quotidiano britânico ao lado de Meghan Markle e dos filhos, Archie e Lilibet, o membro da realeza admitiu o ritmo frenético destes primeiros tempos, sem esconder a satisfação pela nova etapa. “As últimas duas semanas têm sido… intensas. Mas estamos a trabalhar em pleno ritmo. As crianças estão na escola. Estamos contentes. E é fantástico estar de volta a solo britânico“, partilhou, manifestando grande expectativa pelos Jogos Invictus marcados para Birmingham: “É maravilhoso estar de regresso a solo britânico e é muito agradável ver tantas caras conhecidas e amigos que vieram, assim como caras novas e novos doadores. E, sobretudo, a minha família dos Invictus“.
Um dos instantes mais marcantes da gala ocorreu durante a entrega do galardão de resiliência a Hari Budha Magar, antigo militar que sofreu a amputação de ambas as pernas no Afeganistão e conseguiu o feito histórico de escalar o Monte Evereste e os cumes mais elevados dos sete continentes. Visivelmente comovido, o duque limpou as lágrimas no final da intervenção do homenageado e liderou a ovação em pé no recinto.
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Durante o seu discurso oficial, o príncipe dirigiu palavras sentidas aos antigos companheiros de armas, lembrando que a missão militar perdura para além do fim do serviço ativo. “Aos veteranos presentes esta noite, e a todos aqueles que se encontram em qualquer parte do mundo, quero dizer-lhes isto como um soldado para outro: o vosso serviço importa. O que deram com o uniforme importa“, vincou, lembrando o alcance social desse percurso de vida: “Pode já não usar a farda, mas continua a ser um líder. Cada vez que se levanta, ajuda alguém ou transforma aquilo que lhe aconteceu num propósito para os outros, está a servir novamente, apenas de uma maneira diferente“.
Harry recordou igualmente o voo militar em que acompanhou três soldados britânicos gravemente feridos e uma urna em 2008, episódio que o motivou a criar este movimento internacional. “Invictus nunca teve a ver com o que vos aconteceu. Tem a ver com o que escolhem fazer a seguir. E nenhum de nós o faz sozinho“, concluiu, reforçando a importância de manter um apoio comunitário duradouro a quem dedicou a vida a defender a sociedade.