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Luto na cultura: Rita Blanco abre o coração e confessa dor “irremediável” após perda marcante

O desabafo comovente de Rita Blanco sobre a vida e a carreira

Numa entrevista franca, falou ainda sobre as atuais transformações na cidade de Lisboa e revelou os projetos profissionais que tem em mãos.

Rita Blanco abriu o coração para abordar a dor sentida com a morte de João Canijo, assumindo o impacto avassalador que a perda teve na sua esfera pessoal e profissional. Numa entrevista concedida à revista Vidas CM, a conceituada atriz refletiu sobre a fase de luto, o regresso ao grande ecrã e as profundas transformações da capital portuguesa.

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A ligação a João Canijo marcou irreversivelmente a carreira da artista, cuja ausência continua a deixar marcas difíceis de sarar e, sem esconder a emoção, Rita Blanco admitiu a dificuldade em lidar com a tragédia.

Esse é um assunto sobre o qual ainda me é um bocadinho difícil falar, mas para mim foi uma perda irremediável. Houve um bocadinho de mim que se foi embora com ele“. A atriz, ainda fez questão de enaltecer o peso desta ligação profissional: “Tínhamos realmente uma parceria artística que era muito interessante e que, para mim, era fundamental. E acabou. Mas a nossa vida é feita de perdas constantes e esta foi provavelmente a maior perda da minha vida“.

O processo de aceitação permanece doloroso, garantindo estar perante um momento de “profunda tristeza” e a recuperar de uma “perda profissional e afetiva muito forte”.

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Apesar deste período delicado, o percurso artístico prossegue com novas obras, nomeadamente a participação no filme “Santo António, O Casamenteiro de Lisboa“. O convite partiu de Ruben Alves, alguém por quem nutre um carinho especial e inegável. “O que me atraiu imediatamente foi o Ruben Alves, por quem tenho uma enorme admiração e amizade. Jamais me passaria pela cabeça recusar um convite dele. Eu estaria sempre disponível para o Ruben“, afiançou, elogiando a sensibilidade do realizador no plateau: “Acho que ele tem todo um carinho especial quando me filma. Portanto, só tenho razões para querer trabalhar com ele“.

A referida longa-metragem reflete a realidade alfacinha, um tema que levou a intérprete a olhar para a atual crise de habitação que afeta a cidade. Enquanto lisboeta de gema, lamentou o cenário atual e traçou um contraste com o seu caso particular: “Tomei a decisão de sair da minha cidade porque pude fazê-lo. Isso não foi um problema. Mas o problema é tão grave quanto isso: as pessoas que não têm privilégios, não podem salvar-se disso. Eu pude escolher. Mas é de certeza muito mais duro ser despejado de uma cidade e de uma casa onde se viveu a vida inteira, onde se tem uma história“.

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Longe de abrandar o ritmo criativo, Rita Blanco mantém-se ativa e de portas abertas ao imprevisto, privilegiando sempre o lado humano de cada produção. “O que mais gosto é de trabalhar com pessoas de quem gosto e com as quais tenha afinidade. E sim, ser desafiada, ser surpreendida“, confessou a atriz, revelando não saber tudo o que a espera no futuro, assumindo que “essa é que é a graça”.

Atualmente, o público pode acompanhá-la na telenovela “Destino Maior”, na SIC, estando simultaneamente envolvida num filme de Edgar Morais. Para o próximo ano, antecipou um regresso aos palcos sob a direção de Pedro Penim no Teatro Nacional D. Maria II, uma colaboração numa película de Cristèle Meira e ainda uma participação numa série de televisão da RTP.

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