O autor elogiou a capacidade da atriz em assumir os erros e destacou a sua resiliência perante as reações negativas no espaço digital.
Pedro Chagas Freitas recorreu às suas redes sociais para partilhar uma longa reflexão onde manifesta o seu total apoio e admiração por Luana Piovani pois, o escritor destacou a frontalidade da atriz brasileira e abordou a recente polémica em torno de declarações antigas da artista, que motivaram tentativas de boicote à sua imagem na internet.
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O autor começou por enaltecer o caráter da amiga, sublinhando a dualidade de sentimentos que ela desperta no público. “Luana Piovani é das pessoas mais corajosas que conheço. Pouca gente recebe tanto ódio como ela (eu próprio, vão ver nos comentários, vou recebê-lo de quem a odeia). Pouca gente recebe tanto amor como ela. Pouca gente, quase ninguém, tem a coragem que ela tem. Que grande pessoa é quem faz merda como ela faz, e a assume como ela o faz“, escreveu na sua página oficial.
Pedro Chagas Freitas referiu-se depois à recuperação de uma intervenção antiga da atriz, desvalorizando as intenções dos críticos em prejudicar o seu percurso. “Agora recuperaram uma fala racista dela, dita há 7 ou 8 anos. Queriam cancelá-la. Não sabem que a Luana é incancelável. Não se cancela quem é assim, quem não sabe ser senão assim. Não se cancela o começo de nós. A Luana é o que todos somos; não temos é a coragem de o ser; melhor: temos a coragem de o ser, só temos é a cobardia de querer parecer que não o somos“, defendeu.
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O romancista enalteceu a capacidade da artista em reconhecer publicamente as suas falhas, contrastando a sua atitude com a dos detratores. “Quando a fala veio a público, os odiadores atacaram-na, quiseram apequená-la. O que ela fez foi ser gigante, ganhar tamanho, espessura. Fez o que esses minorcas odiadores que morrem de medo de mulheres livres nunca teriam testículos para fazer: pediu desculpa. Sem mas, sem sacudir responsabilidades. Pediu desculpa, disse que está a tentar melhorar, evoluir como ser humano, ser maior, mais distante da porcaria toda que a formatou (que nos formatou) nas últimas décadas. Gosto tanto de quem pede desculpa. Gosto de ti, Luana“, declarou.
A fechar o seu texto, Pedro Chagas Freitas elogiou a independência emocional de Luana Piovani perante os julgamentos de terceiros e antecipou as reações negativas à sua própria publicação. “A tua liberdade deveria ser emoldurada, espalhada. […] Tu não: tu podes até sofrer com tanta merda que te atiram […], mas continuas livre. […] A Luana não se deixa doer, por mais magoada que esteja. É um ofício impossível para quase todos. Quando for grande, quero ter a liberdade louca dela. Deve ser a única que é mesmo livre. Obrigado, Luana. [venham daí os profetas do ódio; vão reparar que grande parte deles são mulheres; um dia escrevo sobre isso; hoje não, que não tenho a coragem da Luana]“, concluiu.
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