Pedro Chagas Freitas emociona ao recordar transplante do filho: “A ciência salvou o meu filho”
Pedro Chagas Freitas assinala Dia Nacional da Doação de Órgãos
O autor enalteceu a generosidade do doador e o trabalho da equipa médica que devolveu a infância ao seu filho após o transplante hepático.
Pedro Chagas Freitas recorreu às suas plataformas digitais para assinalar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação com uma mensagem de profunda gratidão. O escritor aproveitou a data para recordar o processo vivido pelo filho, Benjamim, que em junho de 2024 foi submetido a um transplante de fígado após lhe ter sido diagnosticada uma doença rara, a deficiência de alfa-1 antitripsina.
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“Hoje é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação. Porra, que aplauso, que aplauso. Este dia celebra o maior diamante que encontrei em toda a minha vida: o transplante do Benjamim“, começou por manifestar o autor, visivelmente comovido com a efeméride. “Não há nada mais próximo do divino do que ver um corpo que estava a ceder a ser devolvido à vida por outro corpo que teve a grandeza de dar“, acrescentou.
Na sua reflexão, Pedro Chagas Freitas fez questão de distinguir a precisão da medicina e o ato altruísta que permitiu a recuperação da criança. “A ciência salvou o meu filho; foi a generosidade humana que lhe abriu as portas da nova vida. Um fígado que renasce dentro de outro corpo. Se isto não é milagre, o que raio será um milagre?“, questionou, partilhando a alegria de ver o desenvolvimento do seu menino: “Vejo-o agora a correr, a cair de propósito só para rir mais alto. Vejo-lhe a infância finalmente a acontecer“.
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O escritor dedicou igualmente palavras de reconhecimento às equipas de saúde e às famílias doadoras, lembrando a dor associada ao processo. “Penso em quem deu, na dor inconsolável de quem deu. Penso nos génios (médicos, enfermeiros, técnicos) que dançam esta valsa com a morte, com a doença, e a empurram para o canto da sala. O transplante hepático pediátrico é uma obra-prima de engenharia existencial“, frisou.
A complexidade da intervenção cirúrgica e o sentimento constante de reconhecimento fecharam o desabafo do autor. “A ideia parece simples: substituir uma peça. Mas isto não é uma peça; é o centro químico da vida. Retirar um fígado defeituoso e ligá-lo a um novo corpo é como redesenhar o universo com um bisturi. Cortam artérias, redesenham labirintos biliares. A criança é mantida viva por máquinas, e por fé também. É um acto de violência sagrada, uma cirurgia que beija a morte para a enganar“, pormenorizou.
A terminar a publicação, Pedro Chagas Freitas renovou a sua estima por quem torna possíveis estes atos de salvação. “Agradeço. Agradeço tanto, tanto. Todos os dias, a toda a hora. Com o peso da gratidão absoluta. Hoje, celebro o humano quando olha para o lado certo. Quando o faz, é capaz de tudo. Até de vencer o impossível“, rematou.
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