Ricardo Ribeiro perde 77 quilos e Adriano Silva Martins recorda infância: “Era conhecido como o gordo”
O cantor aliou a dieta ao kickboxing com a ajuda do Serviço Nacional de Saúde. O painel destacou a importância de partilhar estas conquistas para inspirar outras pessoas a mudar de vida.
A impressionante transformação física de Ricardo Ribeiro, que perdeu 77 quilos passando dos 145 para os 68 quilos, esteve em destaque na mais recente emissão do programa V+ Fama.
Adriano Silva Martins iniciou o tema traçando um paralelo com outras figuras públicas e elogiando a coragem masculina para assumir estas mudanças. “Entretanto, muito se fala e muito falamos nós aqui também quando há novos retoques estéticos, principalmente por parte das mulheres. Mas os homens são cada vez mais aventureiros também e assumem que fazem as suas intervenções. Olha o António Leal Silva já a levantar o dedo. Ricardo Ribeiro perdeu 77 kg. O fadista perdeu, olhem, o antes e o depois. E acho que isto é uma importante mensagem que o Ricardo está a enviar”, começou por referir o apresentador, lembrando que o colega Zé Lopes também o fez em muitas ocasiões, e concluindo que o fadista “ganhou em tudo, mas principalmente em saúde”.
António Leal e Silva concordou que não há comparação possível no antes e no depois e centrou o seu comentário na importância do bem-estar. “É assim, o principal disto tudo é ganhar-se em saúde e a pessoa fazer por vontade própria, que é um direito que todos nós temos. Ninguém está a falar contra as pessoas obesas, nem a favor das pessoas magras. As pessoas têm que ser felizes”, explicou.
O comentador fez, no entanto, questão de deixar um aviso realista sobre perdas de peso tão drásticas. “Há sempre as consequências, é isso que convém alertar também as pessoas lá em casa para não se iludirem. Que quem realmente é muito forte e faz uma dieta rigorosa, a perda do peso implica obrigatoriamente a questão das peles, porque é natural, o corpo dilatou, as peles caem, depois têm de ser operadas ou não. Agora que ele mudou, mudou, e espero que a vida dele esteja hoje em dia com mais saúde”, alertou.
Cláudia Jacques revelou alguns dos segredos por trás do sucesso da dieta de Ricardo Ribeiro, destacando o papel fundamental do desporto e do acompanhamento médico gratuito. “E ele adora kickboxing, e isso foi uma grande ajuda, o kickboxing, porque ele sentiu, e tem amigos que fazem esta modalidade, e ele sentiu essa necessidade e diz, e tece grandes elogios ao nosso Sistema Nacional de Saúde. Diz que foram eles que realmente ajudaram na dieta e que ele teve muito foco e muita persistência”, contou a comentadora.
Cláudia sublinhou ainda o impacto na qualidade de vida do cantor: “E agora é outra pessoa e faz finalmente aquilo que ele tanto gosta, porque com o corpo como tinha, ele não tinha esta mobilidade, porque ele além de ser fadista e adora ser, desde miúdo que adora fazer e tudo, adora kickboxing. E, portanto ele agora está feliz a fazer duas coisas que gosta muito e de uma forma muito natural”.
O momento de maior surpresa na tertúlia chegou quando Adriano Silva Martins revelou conhecer o fadista desde criança, partilhando uma memória dos tempos de escola que evidencia a luta antiga do artista com a balança. “O Ricardo e eu fomos ao mesmo colégio interno. Sim, ao Colégio Andrade Corvo. Conheço o Ricardo desde que éramos crianças. E ele na escola, vou dizer-lhe tal e qual porque era a realidade, ele era conhecido como o gordo”, revelou o apresentador.
Cláudia Jacques questionou se o tratavam assim antigamente, ao que Adriano confirmou: “E olha, tinha muita coisa e ele levava aquilo… Na boa, mas obviamente ele sempre foi uma pessoa propensa à obesidade e acho muito bem que ele tenha tomado cartas no assunto”. Face a esta revelação, António Leal e Silva refletiu sobre a resiliência do cantor: “Dizia-se antigamente, e hoje em dia também há quem siga esse pensamento e eu sigo, é: o que não nos mata torna-nos mais fortes. E as pessoas encararem as coisas como elas são dá-nos força. Não nos deve mandar para baixo, deve-nos mandar para cima. Acho que ele fez muito bem, senão estava feliz com o seu corpo”.
A fechar a análise, Marta Aragão Pinto enalteceu a coragem do fadista em mostrar publicamente o seu processo, vendo nisso um grande exemplo para os portugueses. “Eu acho lindamente estas partilhas, porque não só para ele próprio se sentir bem, não é? Porque isto não é só estético, isto tem a ver com saúde. E poder mostrar a outras pessoas que possam estar a passar pelo mesmo que é possível, que o Sistema Nacional de Saúde está cá para ajudar este tipo de situações e que é bom também ter um desporto para se apaixonarem, como o kickboxing, Porque isso ajuda em tudo”, concluiu a comentadora, reforçando que encontrar um desporto dá motivação não só para o corpo, mas fundamentalmente para a saúde mental.