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Roberto Martínez foge à polémica e aponta o caminho: “A nossa formação é exemplar na Europa”

Roberto Martínez preferiu afastar-se das polémicas entre os grandes clubes, sublinhando antes a aposta exemplar na formação como eixo central para o sucesso da Seleção

Roberto Martínez evitou entrar nas polémicas que têm agitado o futebol português, preferindo destacar aquilo que considera ser o verdadeiro pilar do sucesso da Seleção: a formação.

“A nossa formação é exemplar na Europa”, sublinhou o selecionador, elogiando “o quadro competitivo, os treinadores e o talento português com capacidade para chegar aos melhores balneários do mundo”. Para Martínez, este é o ponto central, mais importante do que a rivalidade entre clubes.

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Bruno Andrade, comentador da CNN, reconheceu a prudência do técnico nacional, mas foi mais cáustico ao analisar o contexto. “Só vai existir formação de alto nível se todos caminharem para o mesmo lado”, afirmou, apontando como noutros países a cooperação entre clubes é decisiva. O jornalista destacou ainda que “é sintomático que a primeira reação à briga dos três grandes tenha vindo do treinador da Seleção e não do presidente da Federação”, considerando que Roberto Martínez acabou por ser “o bode expiatório” na ausência de uma voz institucional forte.

O comentador e jornalista, ainda questionou a ideia de que basta investir na formação para ter bons resultados: “Não existe formação se não há bons dirigentes. De que adianta um clube muito forte e os outros fracos? A formação isolada não leva a Seleção para a frente.”

Diogo Luís, também em estúdio, apontou exemplos positivos: “Vila de Boas e Varandas estão a fazer um trabalho incrível… e o Benfica continua forte na formação.” Mas reforçou que a Liga precisa de dar “um passo em frente” e trabalhar de forma concertada, o que traria mais recursos e capacidade para apostar em formação e infraestruturas, além de melhorar o espetáculo para os adeptos.

A conversa recuperou ainda as palavras de André Villas Boas, defensor de um consenso entre os presidentes dos três grandes. Diogo Luís concordou, mas acrescentou que também “os clubes pequenos têm de ter noção da sua dimensão” e de que o país deve adaptar-se à sua realidade.

Propostas como reduzir o número de clubes na Primeira Liga foram colocadas em cima da mesa: “Somos um país de 10 milhões de habitantes, com poucos recursos e poucas grandes empresas. Adaptando-nos, ficamos todos mais fortes”, concluiu, defendendo uma visão global que permita ao futebol português competir de igual para igual na Europa.

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