Rosa do Canto regressa à ficção da TVI após 13 anos e assume vida de solteira
De volta à estação de Queluz de Baixo após 13 anos de ausência, a intérprete de Dora admitiu que os namorados tinham de viver longe de Lisboa.
Treze anos depois da última novela na TVI, Rosa do Canto está de regresso ao canal.
A atriz integra o elenco de ‘Coração de Mãe’, onde veste a pele de Dora, mãe da personagem de Joana Solnado, colega com quem gostou particularmente de contracenar. A novidade serviu de mote para um pequeno-almoço com Cláudio Ramos, numa conversa em que passou em revista mais de 50 anos de percurso artístico e detalhou as rotinas da sua vida pessoal.
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A viver sozinha há vários anos, a atriz foi direta quando questionada pelo apresentador sobre o estado do seu coração e a vontade de encontrar um novo amor: “Não, vontade nenhuma”. Ainda assim, reconheceu que a ausência de um parceiro se faz notar em momentos pontuais. “Sabes o que é que me faz falta? Eu vou-te explicar, vou-te dizer onde é que me faz falta: para dividir as minhas tristezas, que são poucas felizmente, e as minhas alegrias”, começou por explicar.
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Entre esses episódios difíceis, Rosa recordou a perda recente do seu animal de estimação. “A história da minha Mia. Ela morreu nos meus braços. Fui com ela a correr para o hospital, para o veterinário, a pedir que me salvassem a gata. Eram três da manhã, levantei-me a correr porque a ouvi gemer, peguei nela e aí sim, senti a maior das solidões. É nesses momentos que eu me sinto de facto sozinha. Gostava de partilhar essa dor, que alguém me ajudasse a passar por aquilo”, relatou.
Apesar dessa memória, a artista assegura que não sente solidão no quotidiano. A prioridade está agora exclusivamente nas amizades. “Nesta altura só amigos, só amigos. Tenho bons amigos. Aos sábados reúno-me sempre com um grupo, às vezes nos restaurantes, quando está bom tempo nas esplanadas ao pé da praia, quando não está em casa de uma de nós”, contou, lamentando em tom bem-humorado não ter os cozinhados da tia Cátia por perto, embora garanta ter dotes culinários à altura: “Só sei fazer bem um bacalhau espiritual, que o meu é do melhor. Posso competir ali com a tia Cátia porque é do melhor que há”.
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A tranquilidade doméstica é um espaço que não abdica de proteger. Rosa confessou que, mesmo no passado, impunha barreiras geográficas nos relacionamentos amorosos. “Quando eu tive namorados, claro que sim, mas sempre muito longe de Lisboa, fora, para podermos só estar aos fins de semana”, revelou. A convivência diária sob o mesmo teto nunca foi opção viável. “Inerva-me um bocadinho quando começam a mandar na minha vida. Incomoda-me. Os amigos podem chegar a minha casa e até dar saltos em cima do sofá, mas quando chegam a minha casa com os sapatos e cruzam a perna e a perna está a roçar no sofá, é uma coisa que me irrita. Isto os amores”, atirou entre risos.
No plano profissional, além da nova produção da TVI, Rosa do Canto tinha nos planos subir aos palcos ao lado de Noémia Costa, projeto que acabou por ser temporariamente suspenso devido à agenda de ambas. “Temos as coisas guardadinhas porque pensámos em retomar, mas eu comecei a fazer a novela e a Noémia também esteve no ‘Olá Férias’. Estamos à espera”, esclareceu. A cumplicidade entre as duas mantém-se intacta: “Gosto imenso dela. Ela é completamente diferente de mim, eu sou muito mais calma, ela é muito reativa, mas é uma mulher de armas. Sofreu coisas que eu não sofri. A vida é diferente, mas é uma atriz incrível e é muito boa pessoa”.