RTP1 e SIC empurram “Big Brother Verão – Especial” para o terceiro lugar do ‘prime-time’
O 'reality show' da TVI não foi além dos 12,1% de share, sendo superado pelo concurso "Joker" da televisão pública e pelo especial da telenovela "Vitória" na SIC.
Na acirrada disputa pelas audiências televisivas em Portugal, a noite de terça-feira, 1 de Setembro de 2026, trouxe surpresas significativas no horário nobre.
Contra as expectativas habituais associadas aos formatos de grande entretenimento da TVI, a emissão de “Big Brother Verão – Especial” foi empurrada para a terceira posição no seu período de exibição, registando uma performance modesta perante a forte concorrência da RTP1 e da SIC.
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O programa especial da estação de Queluz de Baixo, transmitido entre as 21h56 e as 22h30, não conseguiu prender o público de forma decisiva, registando uma audiência média de 5,7% de rating (o equivalente a 570.200 espectadores) e um share de 12,1%. Este resultado colocou a TVI atrás dos seus dois principais rivais, que dominaram o período com propostas distintas de entretenimento e ficção.
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A RTP1 acabou por ser a grande vencedora em termos de audiência média no confronto direto com o início do especial da TVI. O concurso “Joker”, apresentado por Vasco Palmeirim e transmitido entre as 21h36 e as 22h27, alcançou um excelente registo de 7,3% de rating (723.200 espectadores) e um share médio de 15,2%, confirmando a vitalidade do formato de entretenimento do canal público na rentrée televisiva.
Por seu lado, a SIC contra-atacou no final da noite com a transmissão do especial “Vitória – Temporada Final”. Ocupando o ecrã a partir das 22h02 e durante cerca de 32 minutos, a ficção da estação de Paço de Arcos conquistou uma audiência média de 7,0% de rating (689.900 espectadores) e um share de 15,3%. No período de sobreposição com o reality show da TVI, a SIC demonstrou uma maior capacidade de atracção de quota de mercado, assegurando a liderança no share daquele segmento horário.
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A tendência de liderança da SIC começou a desenhar-se logo no arranque do horário nobre. O “Jornal da Noite” foi, de resto, o programa mais visto de toda a noite televisiva, terminando com uma audiência média de 8,1% de rating (804.500 espectadores) e 17,4% de share.
Na batalha dos informativos, a concorrência ficou consideravelmente mais distante e em situação de quase empate técnico. O “Jornal Nacional” da TVI registou 6,3% de rating (622.300 espectadores) e 13,5% de share, conseguindo uma vantagem marginal em número de espectadores sobre o “Telejornal” da RTP1, que fechou com 6,2% de rating (611.800 espectadores) e os mesmos 13,5% de share.
A perda de fulgor da TVI estendeu-se ao longo da noite, apesar de uma ligeira recuperação em quota de ecrã após o fim do reality show. A transmissão da novela “A Madrasta” (às 22h32) fixou-se nos 5,0% de rating (501.100 espectadores), conseguindo subir o share da TVI para os 13,0%. Ainda assim, este esforço revelou-se insuficiente para bater o especial de “Páginas da Vida – 2ª Temporada” na SIC. A novela da SIC, iniciada às 22h40, dominou o final de noite com 5,9% de rating (586.000 espectadores) e uma expressiva quota de ecrã de 18,9%.
No mesmo período de fim de noite, a RTP1 viu o seu público dispersar significativamente. A série “Felp” (iniciada às 22h27) caiu para uns modestos 2,4% de rating (243.100 espectadores) e 6,0% de share, enquanto os melhores momentos de “Taskmaster” (às 23h00) não foram além dos 0.8% de rating (79.800 espectadores) e 3,6% de share.
Nas primeiras horas da madrugada, a SIC continuou a ditar as regras com a repetição de “A Serra”, que registou 1,8% de rating e 11,2% de share (181.000 espectadores), mantendo-se confortavelmente à frente do bloco “Big Brother Verão – Extra” da TVI, que se ficou pelos 1,6% de rating e 10.3% de share (157.100 espectadores).
Os dados relativos a este primeiro dia de Setembro mostram que a fidelidade do público português à ficção e aos formatos clássicos de entretenimento continua a dar cartas, forçando o “Big Brother” a contentar-se, pelo menos nesta jornada, com o papel de terceiro elemento na luta pelas audiências de horário nobre.