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Secretária pessoal de Montenegro gera polémica com jornalistas e colhe resposta de Tânia Laranjo

Tânia Laranjo reage a insultos de assessora de Montenegro a jornalistas: "Ou são burros ou são vendidos"

Sandra Prata criticou duramente uma notícia sobre a viagem do chefe do Governo a um evento desportivo em pleno período de alerta por incêndios.

Uma publicação nas redes sociais por parte de Sandra Prata, secretária pessoal do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, está a gerar uma forte onda de contestação no panorama mediático e, em causa está a reação da assessora a uma notícia partilhada pelo jornal «Público», cujo título questionava as prioridades do chefe do Executivo: “Montenegro declara alerta no país e foge para ir à bola. Uma viagem express do primeiro-ministro justificou-se nesta fase?”.

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Indignada com a abordagem da imprensa à deslocação de Luís Montenegro, Sandra Prata utilizou a caixa de comentários da plataforma digital para deixar uma mensagem dura e ofensiva direcionada aos profissionais de comunicação. “Que título parvo, o PM não é bombeiro e para tratar dos incêndios temos o MAI. No expresso ou são burros ou são vendidos“, escreveu a secretária pessoal, confundindo ainda o autor da notícia com outro semanário nacional.

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A reação da assessora governamental não passou despercebida a Tânia Laranjo pois, atenta ao comportamento das pessoas que orbitam em torno do poder político, a jornalista da CMTV recorreu de imediato às suas próprias redes sociais para expor a situação, partilhando uma imagem que documenta a notícia do órgão de comunicação e o respetivo comentário de Sandra Prata.

Na descrição da imagem, Tânia Laranjo utilizou a ironia para condenar a postura da funcionária de São Bento e alertar para o perigo deste tipo de mentalidade no espaço público. “A secretária pessoal do PM prestou um excelente serviço público: esclareceu que, para alguns, o debate democrático tem apenas duas categorias: burros e vendidos. Os cidadãos com opinião própria deviam ser proibidos de existir“, rematou a jornalista, criticando a intolerância perante o escrutínio jornalístico.

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