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Tânia Laranjo recorda avó que fugiu duas vezes: “Uma vida indomável” e um amor que nunca acaba…

A repórter da CMTV partilha um testemunho emocionante sobre Paquita, a mulher que a inspirou a aceitar os desafios da vida.

Tânia Laranjo, a ‘grande repórter’ da CMTV, abriu o coração na passada sexta-feira, 4 de setembro de 2026, para recordar a sua avó espanhola, Paquita.

Num texto emotivo, partilhado no dia em que a avó faria anos, a jornalista descreveu-a como uma mulher “indomável”, fonte da sua própria “inquietação” e da “incapacidade de aceitar a vida tal como ela vem”.

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Paquita teve uma vida de reviravoltas. Órfã de mãe em Espanha, casou em Portugal e fugiu cedo, antes de rumar a Angola. Em 1975, uma nova fuga levou-a a fixar-se em Aveiro, onde geriu uma das papelarias mais relevantes. Foi ali que semeou em Tânia o amor pelos livros, jornais e banda desenhada.

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A herança da avó, contudo, foi muito além da leitura, contou Tânia Laranjo. Paquita incutiu-lhe “a coragem de ser livre. De partir. De recomeçar. De não ter medo de perder o chão quando era preciso procurar outro”. A jornalista da CMTV revelou que vê muito da avó Paquita na avó da sua filha, Ilídia, reconhecendo em ambas “a capacidade de amar de uma forma que não acaba quando acabam os dias”.

Para Tânia Laranjo, há pessoas que “morrem” e outras que “ficam”, presentes “nos gestos, nas palavras, nos filhos, nos netos”. E rematou, comovida: “A Paquita ficou em mim. E a Ilídia ficou na minha filha. Duas avós. Dois amores. Uma herança que o tempo não leva.”

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