Ao recordar a infância da jovem na redação do Jornal de Notícias, a comunicadora destacou como a curiosidade pelas letras antecipou a escolha profissional.
Tânia Laranjo recorreu às plataformas digitais para partilhar uma fotografia antiga da filha, Kika, captada durante a infância nas instalações do Jornal de Notícias. O registo das memórias do Facebook serviu de mote para um desabafo emotivo sobre a ligação de ambas ao universo da comunicação e das palavras.
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A jornalista da CMTV descreveu o fascínio precoce da filha pelo mundo das letras: “É a Kika, ainda criança, no Jornal de Notícias, junto das letras que tanto queria aprender a ler. Dizia que só seria adulta quando conseguisse juntá-las e descobrir as palavras. Às vezes, pegava nos livros ao contrário, muito séria, como se já soubesse decifrar aquele universo secreto“.
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A jornalista destacou a coincidência entre a sua trajetória profissional e o nascimento da filha, estabelecendo um paralelo com a vocação que viria a manifestar-se anos mais tarde: “Quando ela nasceu, eu já era jornalista. Talvez por isso esta fotografia me toque tão fundo. Vejo aquela menina fascinada pelas letras, sem imaginar que, um dia, faria delas também a sua profissão. Há encontros que parecem pequenos acasos, mas que o tempo transforma em destino“.
A reflexão prosseguiu com uma perspetiva sobre a construção da identidade através da escrita e da leitura: “Somos feitos dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos. Mas somos também das palavras que nos encontram e dos sonhos que, sem sabermos, começam nelas. Nos livros encontrei muitos dos meus sonhos. Nas palavras, tantas vezes, encontrei a vida“.
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A rematar a publicação, a jornalista expressou o impacto emocional de rever a imagem: “Talvez a Kika tenha começado ali, junto daquelas letras, a aproximar-se do que viria a ser. E talvez seja isso que mais me emociona nesta fotografia: perceber que, antes de ser jornalista, ela foi apenas uma menina que queria aprender a ler. E que, de algum modo, aquele sonho pequenino já continha o futuro. Duas vidas. O mesmo amor pelas palavras. E aquelas letras, ao fundo, como se ainda guardassem o começo de tudo“.