Teresa Guilherme analisa dependência da fama: “Concorrente de reality show é quase uma profissão”
O preço da exposição: Como a dependência do próximo programa dita as polémicas dos famosos
No «Noite das Estrelas», o painel discutiu a necessidade que certas figuras têm de expor intimidades para garantir presença no ecrã.
A análise ao caso judicial entre Catarina Miranda e Afonso Leitão serviu de mote para uma reflexão mais ampla no «Noite das Estrelas» sobre a natureza do mediatismo moderno em Portugal pois, Teresa Guilherme e Maya abordaram a forma como a necessidade constante de visibilidade transforma as rotinas pessoais numa encenação comercial permanente.
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A tese de que a exposição pública exige transparência, tanto nos momentos favoráveis como nas crises, foi defendida em estúdio como uma consequência natural do mercado da fama. “Da mesma forma que ela partilhou o apoio, também acho que tinha que partilhar o não apoio. Parece-me, a mim aparece-me isto tudo normal. E sobretudo é normal em pessoas que vivem de expor a sua vida“, observou Maya, referindo-se a Catarina Miranda e desmistificando o espanto em torno do comportamento da jovem.
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Teresa Guilherme, com décadas de experiência na observação de dinâmicas de confinamento, destrinçou o surgimento de uma nova categoria laboral assente na sobrevivência mediática. “O que acontece com estes dois concorrentes, até este termo novo agora que é concorrente de reality shows, é quase uma profissão. Têm que ter alguma coisa para partilhar mesmo quando não têm. E expõem tudo e mais alguma coisa“, explicou a produtora, identificando a causa da persistência destes conflitos: “Não é que eles estão sempre à espera de ir para o próximo reality show“.
Ricardo Azedo corroborou a perspetiva, lembrando que a reação inicial do clã de Afonso Leitão derivou da perda abrupta de influência digital nas votações do programa da TVI. “A ofensa da parte da família do Afonso é quando a Catarina retirou o apoio e […] da mesma forma que ela lho deu, tinha que lho tirar. As pessoas tinham que entender o que é que estava a acontecer“, pontuou.
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Maya ‘quebrou o protocolo’ e confessou, num tom descontraído e assertivo, qual teria sido a sua reação imediata caso se deparasse com o mesmo cenário de infidelidade nas suas rotinas privadas. “E se eu tenho o telefone inteiro, teve de sorte, porque se fosse a filha da minha mãe, estava todo partidinho. Estava pisadinho e partidinho. […] Nem o telemóvel restava“, concluiu, gerando sorrisos no painel.