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Rui Figueiredo critica atitude de Catarina Miranda após polémica: “Tapar um erro com outro”

Ricardo Azedo defende curiosidade de Catarina Miranda mas condena partilha de dados privados

O painel do «Noite das Estrelas» confrontou os limites da privacidade nas relações amorosas e a gestão pública do mediatismo.

O debate em torno do processo judicial movido por Afonso Leitão a Catarina Miranda dividiu as opiniões dos comentadores no painel da CMTV pois, a discussão focou-se na legitimidade com que a jovem acedeu aos segredos guardados no telemóvel do namorado e no erro subsequente de partilhar essas informações com blogues e portais de entretenimento.

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Rui Figueiredo, antigo elemento de dinâmicas semelhantes em televisão, lamentou que os envolvidos permitam a ingerência de terceiros nas suas vidas privadas. “Acho que deviam sair ambos de cena, muito sinceramente. Acho que já passou alguns limites. […] No âmbito geral, é tapar um erro com outro erro. Acho que deviam estar-se a afastar desta situação“, advertiu, notando que a jovem continua a alimentar o tema através de publicações ambíguas na internet, como a exibição de presentes antigos do casal. “Ou quer continuar a ser assunto, ou então afasta-se, abstém-se e dedica-se a outra coisa“, disparou.

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A análise ao acesso ao dispositivo encontrou uma leitura permissiva por parte de Daniel Nascimento e Ricardo Azedo, dado que o jovem tinha cedido voluntariamente o aparelho e as respetivas credenciais de segurança antes de entrar no confinamento. “Ele disse: ‘Eu deixei ficar o meu telemóvel, tu tinhas o código do meu telemóvel.’ Então, se ele a deixou com o telemóvel, ela tem o código de acesso”, recordou Daniel Nascimento, desconstruindo a tese de intrusão forçada.

Ricardo Azedo validou o sentimento de desconfiança de Catarina Miranda, mas traçou uma linha vermelha na partilha de capturas de ecrã com o exterior. “A partir do momento em que eu tenho um telefone, vou para um programa e deixo o telefone a alguém, assumo a responsabilidade por aquela pessoa. […] Se precisar, por algum motivo, de entrar e de ver o que lá estiver, eu assumi a responsabilidade“, defendeu, apontando a falha da jovem: “Aqui a Catarina errou num ponto, que é as mensagens que vieram [a público]. […] A Catarina não devia ter partilhado. Isso onde eu vi na imprensa, isso onde eu li vários bloggers, vários sites, toda a gente teve acesso. E aí está o erro único“.

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O comentador concluiu que a instauração do processo criminal constitui uma opção desnecessária por parte do lesado. “No que diz respeito a este processo todo, eu acho que isto sim é uma tomada de posição do Afonso que, enfim, não devia ser tomada. Mais valia enterrar o assunto para o bem dos dois e acho que se deviam focar os dois no futuro profissional“, rematou, Ricardo Azedo.

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