Tiago Rufino atira-se à TVI e defende a essência dos reality shows
A entrada de Catarina Miranda no «Desafio Final»: Tiago Rufino arrasa produção e aponta hipocrisia
O vencedor da sétima edição da «Casa dos Segredos» utilizou as redes sociais para reagir às declarações de Teresa Guilherme, que criticou a TVI por permitir a entrada de Catarina Miranda no «Desafio Final».
A recente polémica em torno da entrada de Catarina Miranda na casa do «Secret Story – Desafio Final» continua a dar que falar pois, após Teresa Guilherme ter vindo a público criticar a decisão da TVI, foi a vez de Tiago Rufino, vencedor da sétima edição da «Casa dos Segredos», utilizar as suas redes sociais para expor o que considera ser uma deturpação da verdadeira essência dos reality shows.
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Num longo desabafo, o ex-concorrente começou por traçar uma comparação clara entre o passado e o presente deste tipo de formatos televisivos. “Antigamente, entrar num reality show significava ir completamente às cegas, sem qualquer tipo de informação do exterior e continuar assim durante toda a experiência, precisamente para não influenciar o jogo. Hoje em dia, parece acontecer exatamente o contrário“, lamentou Tiago Rufino.
Para o ex-vencedor, a atual estratégia da produção assenta na manipulação das dinâmicas através de estímulos externos, visando puramente os números. Segundo a sua análise, “quanto mais informação vier cá de fora para mexer com as emoções lá dentro, criar conflitos e trazer situações externas para o jogo, melhor, porque isso gera polémica e aumenta as audiências“.
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A principal crítica de Tiago Rufino centrou-se naquilo que apelidou de “contradição” por parte da estação e de quem conduz as galas.
O ex-concorrente notou que a produção incentiva este clima de tensão, mas depois recua quando a situação foge ao controlo. “Quando os concorrentes usam essas situações de forma exagerada e o jogo começa a entrar em campos mais graves, vem a apresentadora dizer que assuntos cá de fora não deviam ser levados para dentro da casa (…) defendendo antes um jogo baseado no respeito“, sublinhou.
Para adensar a incoerência, Tiago lembrou ainda a pressão que é colocada sobre os participantes: se estes optam por não alinhar nas polémicas intensas, “são logo chamados de ‘plantas’, porque supostamente ‘não jogam’. Então, afinal, em que ficamos?“, questionou de forma implacável.
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A rematar a sua reflexão, e tendo em conta que os reality shows dominam agora a grelha televisiva ao longo de todo o ano, Tiago Rufino deixou um apelo claro para o regresso às origens do formato: “O mínimo seria manterem-se fiéis à essência original do formato: os concorrentes não terem acesso a qualquer tipo de informação do exterior“.