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“Isto não é reality show”: Teresa Guilherme condena entrada de Catarina para confrontar Afonso

Teresa Guilherme: Catarina tem “uma relação diferente” por já ter sido concorrente, mas ainda assim não aprova...

A casa do “Secret Story – Desafio Final” prepara-se para uma gala de domingo, a 31 de maio, que promete ser de cortar a respiração.

Catarina Miranda, uma figura incontornável do universo dos reality shows, tem agendada uma entrada explosiva na “casa mais vigiada do País”.

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O objetivo é claro: confrontar Afonso Leitão, o seu namorado, após ter descoberto um conjunto de mensagens que descreve como “graves” e comprometedoras, que poderão ditar o fim da relação.

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O drama, contudo, não se fica por aqui. Rita Leitão, mãe de Afonso, já manifestou no programa ‘Diário’ a sua intenção de também visitar o filho dentro da casa. Quer conversar com ele sobre os acontecimentos que se desenrolam no exterior, adicionando uma camada extra de tensão a um cenário já de si bastante volátil.

Perante esta escalada de acontecimentos, uma voz experiente no mundo dos reality shows fez-se ouvir. Teresa Guilherme, conhecida por ter conduzido os formatos originais na TVI, teceu duras críticas à forma como estes programas são geridos atualmente. No ‘Noite das Estrelas’, da CMTV, na passada quinta-feira, 28 de maio, a apresentadora não escondeu a sua surpresa e desaprovação.

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“A mim surpreendeu-me que agora as pessoas encontram-se dentro das casas assim mesmo frente a frente, é uma coisa também destes tempos. As pessoas não entravam nas casas e falavam umas com as outras, esperavam até aos outros saírem. Ou havia maneiras de mandar mensagens também, as pessoas assistiam, não era assim“, começou por lamentar, sublinhando a alteração das regras tácitas que regiam estes formatos.

Sobre o confronto iminente entre Catarina e Afonso, Teresa Guilherme foi ainda mais incisiva: “Eu pensei, quando vi a notícia, que ele tinha dito alguma coisa sobre ela dentro da casa e ela ia confrontá-lo com uma coisa que aconteceu agora. Não vai para dentro de uma casa confrontar uma pessoa que está a jogar, que é o namorado dela, com uma coisa que ela descobriu cá fora, que se passou antes. Isto é tudo um aproveitamento tanto da Catarina, que tem muitos seguidores e que as pessoas gostam muito dela, a mim não me faz sentido”, defendeu, questionando a legitimidade e o timing desta intervenção externa.

A reflexão da “rainha dos reality shows” estendeu-se à própria essência dos programas, nomeadamente na forma como são conduzidos atualmente, com a apresentação de Cristina Ferreira. Para Teresa Guilherme, a permissividade atual desvirtua o conceito original: “Isto não é um reality show, um reality show é um jogo que se joga dentro de uma casa. O que acontece é que os reality shows são dentro de uma casa, são pessoas que estão a jogar e isso agora há duas vertentes, porque vale tudo. Estragam um reality show. Vocês compreendem que isso é estragar um reality show, as pessoas estão fechadas”.

A possibilidade da mãe de Afonso também entrar na casa mereceu uma condenação categórica: “No meu tempo, no tempo em que os reality shows eram reality shows, os pais não tinham direito nenhum a entrar. Os filhos são adultos, entram para jogar. Até nem era muito honesto para com as pessoas que iam jogar de repente aparecerem os pais a dar conselhos, eles queriam muito ver os pais, depois de um tempo e para verem, para um carinho, não era para irem lá dizer: ‘Olha, estás a fazer mal, está a acontecer isto lá fora’. O que está a acontecer lá fora não se diz”, frisou, defendendo o princípio do isolamento.

E foi mais longe na sua crítica à banalização do formato: “Agora não, agora banalizaram tudo e a mãe não tem direito nenhum, na minha opinião, não estou a dizer a mãe do Afonso, estou a dizer os pais em geral, não têm direito nenhum a pedir, a exigir. Os filhos são maiores, decidiram ir jogar e isolar-se, porque esse é que seria o princípio. E, por este andar, qualquer dia não há reality show nenhum. O princípio é pessoas fechadas numa casa 24 horas por dia, vigiadas por câmaras, é isto”, sentenciou, alertando para o risco de descaracterização total.

A ex-apresentadora e comentadora fez ainda questão de realçar que os concorrentes “não podem estar em contacto permanente com o exterior (…) Já ligam à casa todos os dias para fazer programas diários, o que para mim continua a ser um erro”.

Por fim, Teresa Guilherme voltou a abordar a entrada confirmada de Catarina Miranda. Embora reconheça um certo “direito” devido à sua experiência anterior como concorrente, a sua posição mantém-se firme: “A Catarina tem uma coisa a favor dela na minha opinião, se fosse mesmo eu a mandar: é que ela já foi concorrente mais do que uma vez. Portanto, tem uma relação com a casa diferente, tem um direito, vamos dizer assim, mas não é que seja uma regra. Eu nunca a deixaria entrar para confrontar sobre uma coisa que aconteceu na rua, nunca”.

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