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Big Brother. Raquel desabafa: “Preciso de distância do Nuno, ele magoou-me”

João Ventura criticou os amigos de Nuno por atiçarem o fogo e defendeu que o casal precisa de espaço para resolver o equívoco

No jardim da casa do ‘Big Brother Verão’, na tarde de sábado, 18 de julho de 2026, Raquel abriu o coração a João Ventura sobre os últimos acontecimentos e a sua relação com Nuno.

A concorrente não escondeu o cansaço e a necessidade de se afastar do colega, que a magoou com a sua postura.

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“Não, eu não me esqueço, mas preciso de estar mais calibrada. Preciso de ter mais distância”, confessou Raquel a João Ventura, revelando que a sua perceção sobre Nuno se mantém inalterada. Segundo a concorrente, ele quis “fazer parecer que eu era um alvo fácil de sair por ser assim”, um comportamento que a deixou revoltada.

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A situação atingiu o limite quando Nuno a acusou de o estar a “extinguir”, espelhando o que ela própria lhe tinha feito. “Aí é que me passei, disse: ‘Como é que é possível?'”, atirou Raquel, visivelmente indignada.

João Ventura concordou com a amiga, sublinhando que Nuno foi quem “extinguiu” a relação. O concorrente foi mais longe, criticando a atitude dos amigos de Nuno. “Se os amigos dela tivessem com a consciência tão limpa de como cresceram, não tinham feito o barraco que fizeram”, salientou João Ventura, referindo-se aos conflitos na casa. Lembrou ainda que o seu discurso e o de Vanessa “destaparam o tapete” dos colegas, revelando as suas verdadeiras intenções.

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Raquel recordou o dia anterior, 17 de julho de 2026, quando se passou e começou a gritar, farta de ouvir conversas e acusações. “Nós todos respeitámos, se foi para não falarmos mais disso, tentámos respeitar. E depois passa aqui o dia todo a ver… Depois dizem que sou má e aquele tipo já a dizer que sou ‘terrível’ e não sei o quê pelo que fiz, mas depois não me chamaram nomes”, desabafou, referindo-se à hipocrisia que sente na casa.

João Ventura acrescentou que o cansaço é real e que os colegas tentaram usar a mesma estratégia de “queimar o cérebro” durante a prova. “O joguinho no meio da prova estava a ‘queimar o cérebro’. Há já uma pessoa que caiu na ‘casca de banana’ para lhes dar jogo”, explicou, questionando as motivações por detrás de tais atitudes.

Raquel admitiu que a sua emoção falou mais alto por ter uma pessoa na casa que a afetou profundamente. “A única coisa que me meteu assim foi ter uma emoção”, disse, ponderando que, de futuro, talvez deva “retirar a emoção destas pessoas e não ter medo de me relacionar com a sabedoria que já adquiri na vida”.

João Ventura prontamente a tranquilizou: “E tens o direito de a ter, sabes? Tens o direito de ter emoções”. Raquel explicou que o seu maior desconforto era estar sentada à frente de alguém que a magoou, e não o que os outros poderiam dizer sobre ela. “Não era só o que eles pretendiam dizer sobre mim”, frisou.

Ambos concordaram que o programa é, por natureza, um palco de exposição. Raquel considera contraditório os colegas criticarem-na por se expor, quando ela é das pessoas mais autênticas na casa. “Está alguém mais exposto aqui do que eu agora? Todos querem ir para o mundo”, questionou. João Ventura complementou, explicando que quem se expõe é sempre criticado por quem não está habituado a lidar com a verdade. “Não estão habituadas com pessoas que conseguem chorar e a seguir conseguem estar a rir-se. Então vão ser sempre criticadas, vão ser falsas, vão ser más, percebes? E isso para eles é lixado, porque as pessoas que são realmente autênticas assustam”, observou.

Os concorrentes criticaram os “barracos fabricados” por parte de alguns colegas, que usam “nomes muito feios”. “A chamarem-se nomes como ‘filhos da p***’ e ‘caraças'”, descreveu João Ventura, que se indigna por, depois, serem eles os “mal-educados” por terem outro tipo de vocabulário.

Raquel também abordou a conversa que teve com a Madre Maria, interpretando-a como uma mensagem sobre o que se passava lá fora. Relativamente à sua presença no jogo, disse: “Toda a minha mentalização de hoje, 18 de julho de 2026, não teria acontecido se fosse para ir no 15”, numa referência a um momento incerto do jogo.

João Ventura aconselhou a amiga a manter a consciência tranquila, independentemente dos desafios. “A vida às vezes põe-nos em momentos em que parece que temos de estar a justificar aquilo que somos aos outros, sabes? E não, não temos”, sublinhou.

Raquel lamentou o seu erro de ter incluído Nuno no seu “leque” de pessoas próximas, por não ter percebido a sua verdadeira natureza no início. Contudo, João Ventura, com uma perspetiva mais espiritual, acredita que algumas histórias têm um propósito maior e que Raquel e Nuno, sendo “duas pessoas com muita luz”, acabarão por conseguir falar, mesmo que não seja agora. “Pode não ser aqui, pode ser lá fora, mas vão conseguir falar”, garantiu.

Ambos concordaram que não consideram Nuno uma má pessoa. “Apesar de poder verbalizar algumas coisas que te magoaram, acredito que ele, no fundo, não acha isso”, disse João Ventura, que gostaria que nenhum dos dois saísse do programa, pois ainda têm “coisas para resolver um com o outro, com o tempo”.

João Ventura concluiu a conversa reforçando a ideia de que o ‘Big Brother’ é, no fundo, “um jogo de valores”. “Quero acreditar que há alguma justiça divina, que as pessoas lá fora estão a ver os valores”, afirmou. Raquel concordou, lembrando o princípio do teatro: “Qual é um dos princípios do teatro para passares uma mensagem? É sentir. Então, na minha lógica, quem chega mais perto dos portugueses? É quem passa emoção. E televisão é emoção, é o que aprendemos como atores”.

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