Tony Carreira prepara o adeus aos álbuns de originais: “Acho que vou sair pela porta grande”
A caminho de uma grande digressão em 2026, o cantor romântico confessou na Antena 1 que está a gravar o seu derradeiro disco.
A caminho de uma grande digressão em 2026, com paragem já marcada nas maiores salas de Lisboa e do Porto, Tony Carreira fez uma revelação surpreendente sobre o futuro da sua carreira.
Em conversa com o jornalista Luís Osório, no programa da Antena 1, o cantor assumiu que o projeto que está atualmente a preparar será o derradeiro da sua discografia no que toca a material original.
“Este vai ser o meu último disco, Luís. De inéditos. Vai ser o meu último disco”, garantiu Tony Carreira de forma perentória. Focado em entregar um trabalho sem falhas, o artista explicou a dedicação que está a colocar neste adeus aos estúdios. “É um disco que me apetece muito fazer. (…) Eu sempre disse e eu em breve, muito em breve, enfim, não sei, não vai demorar assim tanto tempo. Acho que vou sair pela porta grande. Mas para já, ainda não vou falar sobre isso, neste momento é este disco. E é um disco que eu quero que seja quase que no meu ouvido que seja quase perfeito.”
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Deste novo trabalho já se conhece o single “Ternura“, mas o cantor prometeu mais novidades. “Esta canção Ternura tem ali um lado flamenco não purista mas tem um lado flamenco que eu gosto muito”, adiantou, revelando os próximos passos: “Vou lançar mais um single antes do verão e depois, a partir de setembro uma canção pela qual eu tenho um carinho muito especial que já está gravada, que é uma canção que tem por título De Onde Eu Venho”.
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A reflexão sobre as suas origens levou Tony Carreira a recordar a viagem de comboio para Paris, aos 11 anos, e a coragem que teve de ter mais tarde para abandonar o trabalho numa fábrica para seguir a sua paixão. O momento de viragem deu-se em 1993, com o produtor Francisco Carvalho. O cantor recordou o momento da assinatura do contrato: “O que eu lhe disse foi a coisa mais… eu sempre fui muito sincero nestas coisas não ando aqui com jogos (…) O que eu lhe disse foi eu não estou aqui a procurar dinheiro só quero é que acredite em mim, ponha, faça o investimento que quer fazer em mim mais esse valor, não quero dinheiro, não estou a procurar dinheiro eu quero ir teso”.
Décadas depois desse risco, a gratidão para com o público mantém-se intacta e reflete-se na sua conhecida postura de ficar até ao fim para assinar autógrafos. “Porque tudo isso começa com uma vontade. (…) De vez em quando lá vinha uma alminha que me pedia uma assinatura, um autógrafo. E a coisa foi começando. E de um passamos para vinte, de vinte para quarenta e depois para mil. E eu nunca quis virar as costas a uma coisa que eu queria tanto naquela altura”, rematou.