Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para fazer um novo desabafo público.
Desta vez, a repórter da CMTV apontou o alvo a pessoas que considera serem frustradas ou amarguradas, classificando-as como ressabiadas e dividindo-as em diferentes categorias de comportamento.
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A jornalista iniciou o texto com uma constatação irónica sobre o tema. “Das coisas que mais me irritam, a gente ressabiada está no pódio. Conheço várias espécies e infelizmente nenhuma está em vias de extinção”, atirou. De seguida, abordou a primeira categoria, ligada ao seu meio de trabalho, destacando quem critica a área depois de a abandonar: “Há o ressabiado profissional, aquele que me é mais próximo: deixou de fazer televisão e, por coincidência cósmica, foi exatamente nesse dia que a televisão morreu.”
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Outro dos grupos expostos pela profissional de comunicação foi o da vitimização monetária e laboral. Tânia Laranjo descreveu a situação com pragmatismo: “Há o ressabiado financeiro: qualquer problema teu é imediatamente esmagado pela história das suas 12 horas de trabalho por dia, sete dias por semana e pelo seu ordenado miserável.” A repórter concluiu esta ideia sublinhando que este tipo de pessoa “não procura soluções; procura medalhas de sofrimento”.
O desporto não ficou de fora da reflexão, com a jornalista a sair em defesa do capitão da seleção nacional perante os críticos constantes. “Há o ressabiado desportivo: a culpa é sempre do Cristiano Ronaldo. Continua a marcar, continua a levar o nome de Portugal pelo mundo e continua a aparecer quando a equipa mais precisa”, argumentou, acrescentando que “para o ressabiado, o problema está identificado há anos”.
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A terminar a partilha nas plataformas digitais, o rosto da televisão deixou uma conclusão geral sobre a psicologia de quem vive nesta insatisfação permanente. “No fundo, o ressabiado tem uma tragédia pessoal: o mundo insiste em seguir em frente sem lhe pedir autorização. E isso ele não perdoa”, rematou.
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