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“A escola para mim virou um sacrifício”: Sara Jesus abre o coração a Bruno Simão no “Desafio Final”

"Sempre fui a burrinha": O desabafo emotivo de Sara Jesus no «Desafio Final»

Bruno Simão mostrou-se chocado com os relatos e classificou as atitudes de certos adultos como “maus-tratos psicológicos”.

Durante a tarde desta sexta-feira, 12 de junho, o ambiente no jardim da casa do «Secret Story – Desafio Final» ficou marcado por um momento de grande cumplicidade e partilha e, em conversa com Bruno Simão, Sara Jesus recuou no tempo para abordar as marcas psicológicas deixadas por pressões e rótulos negativos durante a infância, revelando como isso moldou a sua autoestima.

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O diálogo começou com Bruno Simão a manifestar a sua indignação perante comportamentos que afetam o desenvolvimento emocional dos mais novos. “Claro que deixa marcas, mas eu fico mesmo estupefacto (…) Criaturas que fazem coisas dessas, tipo uma criança“, lamentou o concorrente, recebendo a concordância imediata de Sara Jesus: “E acham que é normal, que não é nada demais“.

O colega alertou ainda para a gravidade desta realidade, sublinhando que “marca-te para a vida”, além de classificar estas atitudes de forma perentória: “Isto para mim são maus-tratos. Isto são maus-tratos psicológicos. Maus-tratos. Tu incutis numa criança que é burra, chamas-lhe burra, um adulto estar a dizer isso na escola, imagina, tu sentes-te logo ali tipo ‘sou patinho feio’, tipo ‘eu não presto, eu não presto’“.

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A conversa ganhou um tom mais pessoal quando Sara Jesus recordou o peso das comparações familiares e o sofrimento vivido no ambiente escolar. “Tanto que para mim a escola, imagina, a minha irmã sempre foi uma aluna de excelência, sempre, e eu era sempre ‘lá está a burrinha’. Então a escola para mim virou um sacrifício, uma obrigação, depois passei bullying na escola“, desabafou a concorrente, expondo a dor que carregou durante anos.

A falta de confiança afetou diretamente o rendimento e a postura de Sara Jesus nas salas de aula, estendendo-se mais tarde a outras esferas da sua vida. “Sempre tive as notas mínimas dos mínimos e às vezes fazia os meus textos e apagava tudo e tinha que copiar tudo ou copiar por alguém porque as minhas respostas de certeza que não iam estar certas. A insegurança que isso me causou ao longo do percurso escolar foi gigantesca e depois refletiu noutras coisas, nas relações, nas amizades, em tudo“, confessou.

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Ao ouvir o relato, Bruno Simão destacou a importância de conseguir identificar a origem desses traumas para compreender o presente, traçando um contraste com a sua própria experiência de vida. “Tu consegues ter um ponto de partida onde tudo começa, onde muita coisa fez sentido na tua vida e na parte negativa, sabe? Eu não tenho um ponto onde pegar, tipo, agora fomos falar da infância, tipo, eu fui uma criança mega feliz, mega feliz“, concluiu.

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