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Adriano Silva Martins aponta “contrassenso” no caso Betty Grafstein e José Castelo Branco…

O apresentador do V+ Fama questiona a falta de especificidade nos depoimentos....

O processo judicial que envolve Betty Grafstein e José Castelo Branco voltou a incendiar o debate no programa ‘V+ Fama’, da V+ TVI, a 1 de outubro de 2026.

António Leal e Silva, que já tinha esclarecido não ser testemunha do socialite, viu o tema gerar uma discussão acalorada entre os comentadores.

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Adriano Silva Martins, apresentador, questionou a falta de especificidade nos testemunhos apresentados, nomeadamente o de Marcela. «Ela diz em tribunal que à frente dela nunca viu o José, tirando uma vez que a Betty começa a chorar e o José ralha com ela porque está a estragar a maquilhagem. Tirando isso, não há mais especificidade sobre isto», atirou.

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António Leal e Silva, por seu lado, levantou uma série de questões sobre as declarações de Betty Grafstein. «Não podemos esquecer que a Betty diz que é vítima durante 30 anos. Se foi ou não foi, ela é que sabe», começou por dizer. O comentador foi mais longe, questionando o contexto da alegada violência: «Ela teve um ano por várias vezes sozinha nos Estados Unidos, e há pessoas que levantam essa dúvida. Que havia problemas, porquê que nos Estados Unidos nunca foram levantadas questões nos hospitais? Outra questão. Porquê que ela não denunciou quando esteve sozinha? Outra questão. Porque é que o filho não interviu? Outra questão. Se ela está sozinha nos Estados Unidos, é emancipada, com dinheiro, a casa é dela, é tudo dela, se era maltratada, o que é que o Zé tinha sobre ela? É um poder emocional? Será? Não sei».

Adriano Silva Martins lembrou que a determinação final cabe ao tribunal. António Leal e Silva reforçou a sua posição de neutralidade: «Eu já declarei tudo o que tinha que declarar e eu sou amigo dos dois. Claro que tenho mais contacto com o Zé, porque a Betty deixei de ter contacto com ela porque não consigo». O apresentador do ‘V+ Fama’ confirmou a situação: «Eu também era amigo dos dois, mas agora só tenho contacto com o Zé». António Leal e Silva rematou, frisando que o seu desejo é que «se faça justiça, não é a favor do Zé nem da Betty, é a favor da justiça. E que a justiça atue. E eu acredito na justiça portuguesa». Pimpinha Jardim concordou, dizendo que «há que for».

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Isabel Figueira trouxe outra perspetiva ao debate. «Realmente está no sítio certo para ser julgado, está no sítio certo para as provas serem apresentadas», começou por dizer. A comentadora quis lembrar que «quantas mulheres é que vivem um relacionamento abusivo e não demonstram isso cá para fora e não falam?». António Leal e Silva interveio, afirmando que «da violência doméstica é um crime de homem». Isabel Figueira continuou, sublinhando que «muitas mulheres é que vivem num relacionamento, psicologicamente não estão preparadas para fazer uma queixa ou para contar aos amigos por vergonha». Apesar de não ter conhecimento íntimo da relação, admitiu que «o José Castelo Branco tinha às vezes uma maneira muito peculiar de falar. Que às vezes chegava e não era da forma mais simpática».

Adriano Silva Martins questionou se a forma de falar de José seria suficiente para as acusações. Isabel Figueira foi perentória: «Claro, isso não faz dele um agressor nem nada». No entanto, a comentadora confessou que as declarações de Betty Grafstein a deixam apreensiva. «A mim como mulher custa-me muito ver uma senhora da idade dela a ter este tipo de discurso, porque dá-me a entender que durante anos viveu uma relação abusiva, porque é o que dá a entender neste momento nas suas declarações», explicou. «Custa-me várias declarações que ela fez publicamente, se são verdade, se não são, se está a confundir, se não está a confundir, se está a delirar, se não está a delirar. Está no tribunal, está no sítio certo para isso ser avaliado. Com certeza vai ter especialistas, médicos, pessoas que possam avaliar a veracidade».

Adriano Silva Martins apontou um «contrassenso» na defesa das declarações de Betty. «Durante anos, em praça pública, José Castelo Branco foi completamente assassinado e diziam: lá porque a Betty tem 90 anos, a Betty está muito lúcida», lembrou. O apresentador questionou: «Então, se a Betty está muito lúcida e eu não tenho porquê de discordar, porquê é que não é capaz de dizer: olha, ano 97, ano 99, 2004, depois dele sair do ‘reality show’?».

António Leal e Silva fez questão de sublinhar que «não posso generalizar este casal». O comentador frisou que, embora todos sejam contra a violência doméstica, que é «um crime», o caso em questão é «sui generis». «Eu não estou a defender o Zé, eu não defendo a Betty, eu sou muito amigo, eu gosto muito, eu não quero tomar partidos, eu sou pelas mulheres, contra, e sei, tenho amigas passadas que sofreram imenso e tem que haver justiça», garantiu.

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