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Alerta global: Bill Gates adverte que inteligência artificial pode causar “mil milhões de mortes”

"Nunca houve uma arma tão poderosa": Bill Gates exige regulação urgente para a inteligência artificial

O cofundador da Microsoft defendeu a criação de normas governamentais rígidas para travar o potencial destrutivo da tecnologia nas mãos erradas.

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, alertou para o perigo sem precedentes representado pelo avanço descontrolado da inteligência artificial, sublinhando que a tecnologia tem potencial para provocar fatalidades numa dimensão nunca vista na história militar.

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O filantropo norte-americano aproveitou a intervenção pública para instar a classe política a aprovar rapidamente legislação regulatória, descartando por completo a hipótese de o setor se fiscalizar a si próprio.

Durante a gravação de uma entrevista concedida à estação televisiva NBC News, que teve excertos antecipados esta sexta-feira, o empresário foi taxativo quanto ao poder devastador destas ferramentas digitais. “A IA é certamente poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem mil milhões de mortes“, asseverou. Para sustentar a gravidade do cenário, o magnata acrescentou: “Nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas mal-intencionadas utilizando as ferramentas de IA mais recentes“.

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Sem antecipar um cenário imediato de extinção da civilização humana, Bill Gates frisou a urgência de encarar a sério as ameaças práticas e atuais, onde agentes criminosos podem manipular os sistemas tecnológicos para espalhar o caos. Questionado sobre a necessidade de o Congresso norte-americano intervir, respondeu de imediato: “Com certeza“.

O empresário rejeitou qualquer confiança exclusiva nas gigantes tecnológicas, atirando sem hesitações que “ninguém acha que a autorregulação é suficiente“.

A tomada de posição surge na sequência de uma reflexão detalhada publicada recentemente pelo próprio criador de software, na qual identificou três eixos críticos: a eliminação permanente e maciça de postos de trabalho, a facilidade no desenvolvimento de armas biológicas e agentes patogénicos perigosos, e o impacto negativo nas relações humanas e no desenvolvimento das crianças.

O magnata alertou ainda para a vulnerabilidade iminente de redes elétricas, unidades hospitalares e instituições bancárias a ciberataques potencializados por estas inovações, cujos recursos operacionais estão cada vez mais acessíveis a qualquer utilizador mal-intencionado.

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O apelo de Bill Gates junta-se a uma crescente divisão em Washington e no meio empresarial de Silicon Valley. Enquanto líderes como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, já admitiram publicamente a conveniência de abrandar o ritmo de desenvolvimento, outras figuras do poder político, como o líder da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, têm hesitado em avançar com diplomas legislativos federais.

Face ao impasse a nível nacional, estados como a Califórnia, Maryland e Nova Iorque começaram a avançar por iniciativa própria na criação de painéis especializados e propostas autónomas para limitar os riscos da tecnologia.

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