Audiências: Dois às 10″ ficou ontem (6jul) em terceiro. Análise completa!
"Praça da Alegria", "Casa Feliz" e "Dois às 10" disputam cada milésima num cenário de elevada competitividade.
Os dados consolidados de 6 de julho de 2026 desenham um quadro de competitividade extrema entre os três generalistas, RTP1, SIC e TVI, separados por margens mínimas.
Uma análise aos números revela nuances importantes: há um canal a vencer no número absoluto de espetadores, mas a liderança na quota de ecrã (share) pertence a um concorrente direto.
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A RTP1 foi quem levou a melhor no rating médio (a percentagem do universo total de indivíduos a assistir) a 6 de julho de 2026. A “Praça da Alegria” registou 2.9% de rating, e isto traduziu-se numa média de 286,4 mil espetadores. O programa alcançou uma quota de mercado de 15.2%.
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Olhando para o histórico de 2026, com 123 emissões já contabilizadas, a “Praça da Alegria” tem oscilado entre 1.8% e 3.1% de rating. O valor do dia 6 de julho, 2.9%, prova que a aposta da estação pública mantém um patamar elevado de fidelização.
A SIC entrou em cena com uma emissão especial, a “Casa Feliz de Portugal – Especial”. Apesar de ter ficado em segundo lugar no volume total de audiência, garantiu a liderança no share. O programa fixou-se nos 2.8% de rating médio, captando 279,1 mil espetadores.
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Contudo, o seu share chegou aos 15.4%, o valor mais alto entre os três matutinos e esta discrepância estatística é fulcral para perceber a dinâmica televisiva. Significa que, mesmo com a RTP1 a registar um número absoluto de espetadores ligeiramente superior (muito por causa das durações e sobreposições de horários), a SIC conseguiu reter a maior fatia do público que tinha a televisão ligada naquele bloco. Em termos de emissões especiais (com apenas 4 registos), a “Casa Feliz” manteve a sua consistência, com resultados entre 2.4% e 2.8% de rating.
O “Dois às 10”, da TVI, fechou o pódio nesta manhã ultracompetitiva com a emissão de 6 de julho a registar 2.7% de rating, o que correspondeu a 263,1 mil espetadores, e um share de 14.2%. Embora o matutino de Queluz de Baixo tenha ficado em terceiro lugar no arranque desta semana de julho, os dados das 129 emissões anteriores mostram o potencial do formato para picos de audiência.
Ao longo de 2026, o “Dois às 10” detém o recorde absoluto entre os três canais, com um máximo de 4.9% de rating, atingindo uns impressionantes 485,1 mil espetadores. O share máximo já tocou nos 27.5%. O valor mínimo registado pela TVI este ano foi de 2.5%, o que indica que os 2.7% do dia 6 de julho representaram uma manhã morna para os padrões habituais do programa.
A comparação entre as três propostas matinais ilustra bem a fragmentação do público português. Com as estações separadas por apenas uma décima de rating (RTP1 com 2.9%, SIC com 2.8% e TVI com 2.7%), a televisão da manhã vive num verdadeiro empate técnico. A vitória da RTP1 em volume total de espetadores, a liderança da SIC na percentagem de aparelhos ligados (15.4% de share), e a capacidade da TVI em gerar picos de audiência anuais, sublinham a vitalidade deste horário.