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Cândido Costa esteve quase preso nos EUA: “Estive para ser detido no Mundial”

Ex-futebolista contou que a mochila com roupa e uma credencial interna da federação foram confundidas com material suspeito pela polícia americana

Cândido Costa esteve à beira da detenção nos Estados Unidos, e o incidente ocorreu em Miami, durante o Mundial de 2026, quando o apresentador se preparava para entrar no estádio e entregar a moeda do sorteio para o jogo Portugal-Colômbia.

“Estive para ser preso a entrar no estádio, no dia em que fui entregar a moeda ao árbitro. Com bilhete, com tudo legal, como deves imaginar. Por causa da mochila que levava, estive quase para ser detido. Não tinha cabos, nem microfones, ia fazer só o ‘coin toss’ para a marca que estava em causa, a Coca-Cola, não precisava de material nenhum de filmagem”, contou o antigo futebolista ao Canal 11.

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A mochila foi a origem do problema. Cândido Costa levava roupa e uma credencial da federação, que as autoridades não entenderam. “Levei uma mochila, tinha roupa lá dentro e, ao passar, não me permitiram. Tentei explicar que precisaria da roupa porque iria ao relvado, tinha uma credencial dada pela federação para o dia a dia, treinos, conferências de imprensa, relatar um bocadinho o campo”, explicou.

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Os agentes interpretaram a credencial como falsa. “Entenderam que essa credencial, que trazia dentro da mochila, ou seja, não era para enganar ninguém, era uma credencial falsa da FIFA da qual eventualmente tirar partido dentro de campo, olha o problema”, disse.

A situação agravou-se. “Os portugueses não me deixam ficar de fora. Já estava encostado, com forças da autoridade a explicar isto tudo, eles estavam a tratar e a julgar, também sem culpa nenhuma, foi difícil explicar que essa credencial era interna, só para fazer o dia a dia, porque eles sabiam lá quem era o Cândido”, lembrou o ex-concorrente do ‘Taskmaster’ e antigo jogador do FC Porto. “Há uma credencial falsa na ótica deles, já não estava para brincadeiras. Começaram a haver outras forças a aparecer, outras cores de uniforme”, acrescentou.

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O desfecho inesperado chegou com os fãs portugueses. “O que é que começou a remar a meu favor e a atenuar um bocado aquela situação? Começam a entrar portugueses e vêm ter comigo. ‘Cândido, soltinho!’, pessoas a tirar fotos comigo, e eles pensaram: ‘Se calhar, não é um tipo que anda aqui a forjar credenciais'”, admitiu Cândido Costa.

Os agentes questionaram-no sobre o reconhecimento público. “Ajudaram-me mesmo, estava lá a fotografia, o meu passaporte. Eu ia pelo ‘main sponsor’ da competição ao relvado ter um momento que consideram espetacular. Imagina eles a perguntarem: ‘O homem da moeda?’ ‘Foi preso'”, concluiu, entre risos.

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