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Carlos Costa assume o pronome “A Carlos” e Júlia Pinheiro considera “complicado” na SIC

Transição de género e um momento de desconforto: Carlos Costa implacável em entrevista a Júlia Pinheiro

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Durante a conversa, a discussão sobre a escolha do nome e dos pronomes gerou um clima de evidente estranheza entre a apresentadora e o convidado.

Carlos Costa foi a convidada central do programa “Júlia”, na SIC, numa entrevista intimista onde abordou, aos 34 anos, o início do seu processo de transição de género. A conversa, que percorreu os desafios e as emoções desta nova fase, acabou por ficar inevitavelmente marcada por um momento de notório desconforto gerado em torno da escolha do nome e dos pronomes com que a artista é tratada atualmente.

O momento de algum desconforto no estúdio surgiu quando a apresentadora questionou se o nome de batismo seria para manter e Carlos explicou que o seu nome carrega um importante legado familiar, recordando o pai, o avô e o bisavô, mas revelou que o seu círculo íntimo já adaptou a forma como se dirige a si. “Eu tenho muitas amigas e amigos que me chamam ‘a Carlos'”, partilhou o convidado.

Perante esta revelação, Júlia Pinheiro não escondeu a sua estranheza e atirou prontamente: “Isso ainda é mais complicado“. Sem hesitar, Carlos Costa deu uma resposta imediata e cortante que mudou o ambiente da entrevista: “Para si, talvez“.

A frontalidade do artista deixou a apresentadora visivelmente desconfortável e sem margem de manobra, levando Júlia a recuar e a admitir que, desde que a escolha o deixe confortável, “isso é que é preciso”.

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Ultrapassada a ligeira crispação, Carlos Costa detalhou que o processo de transição começou há cerca de seis meses, sublinhando que fez questão de ser acompanhado pelo Serviço Nacional de Saúde para testar a preparação do sistema. O objetivo de partilhar a sua jornada de forma pública passa, essencialmente, por uma questão de “sensibilização”, lembrando que a saúde mental é profundamente afetada pela disforia e pela espera.

A artista confessou que vive dias divididos entre a paz da sua decisão e o peso da responsabilidade da exposição, enfrentando oscilações hormonais e mudanças de humor, mas garantiu não ter dúvidas. “Tudo o resto são só proporções físicas, porque cá dentro está tudo muito bem definido“, assegurou.

A entrevista viajou ainda até ao passado da artista, natural de Porto Moniz, na Madeira e, recordando os tempos em que foi revelado no programa “Ídolos”, Carlos garantiu ter boas memórias dessa fase, não sentindo qualquer conflito com a sua imagem antiga. Abordou também os duros episódios de bullying que sofreu na infância, que, curiosamente, não se deviam à sua postura ou sexualidade, mas sim ao facto de levar sopa de casa para comer.

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Foram esses momentos difíceis, aliados à educação rigorosa e protetora da mãe, que lhe moldaram a atitude de resiliência e o caráter forte que hoje demonstra. “A vida não é um mar de rosas, não é só um mar de rosas, nós temos que lutar“, concluiu a convidada.

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