Carolina Deslandes, de 35 anos, não se calou perante as acusações de hipocrisia que lhe chegaram das redes sociais.
A cantora, que tem sido alvo de escrutínio pela sua recente perda de peso, garantiu que a defesa do orgulho corporal sempre se pautou pela liberdade individual e pela autoaceitação em qualquer fase da vida. “Amei-me gorda e amo-me magra, não me parece que isso seja o significado de hipocrisia”, atirou a artista em resposta a uma seguidora, mostrando a serenidade com que encara as críticas à sua imagem.
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Ainda assim, as palavras da artista não convenceram todos. No ‘Passadeira Vermelha’ da SIC Caras, na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, Filipa Torrinha lançou algumas farpas à cantora, questionando a forma como tem abordado a sua mudança física.
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Para a comentadora, Carolina Deslandes está a ser “irresponsável com o seu público” pela primeira vez. Filipa Torrinha admitiu que é “perfeitamente legítimo” que qualquer pessoa se ame, independentemente do peso ou da aparência.
No entanto, lembrou que existiu uma Carolina que, “há uns anos e durante muitos”, afirmava amar-se e gostar do seu corpo, mesmo com um peso diferente. “Ainda hoje li uma entrevista da Carolina na ‘Ativa’ há uns anos a dizer estas frases”, contou, referindo-se à postura ‘body positive’ da cantora no passado.
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Agora, com um corpo distinto, a cantora continua a dizer que se ama. Filipa Torrinha reconheceu que a afirmação “amo-me igual com os dois tipos de aspeto físico” é “muito válida”, mas sente que o público “precisa de mais”.
“Como é que ela chegou a esta conclusão? Qual foi o trajeto emocional que ela fez para chegar a esta conclusão? Porque é que então, se ela estava bem porque diz que se amava e gostava do seu corpo com o físico antes, porquê é que então ela mudou?”, questionou a comentadora.
Filipa Torrinha frisou a importância de responder a estas dúvidas, já que Carolina Deslandes foi “bandeira muito tempo e foi intencionalmente” da aceitação corporal. A comentadora recordou que há “miúdas, às vezes há escolas que a utilizam como exemplo de aceitação corporal, de ‘body positive'”.
“Eu de facto sinto que a Carolina poderia, se assim o desejasse, eu acho que era ético, acho que era correto, acho que era idóneo, e muito justo para o seu público explicar como é que então nós nos amamos com dois tipos de corpos completamente diferentes. E porquê é que houve aqui esta mudança?”, sublinhou Filipa Torrinha.
A comentadora do ‘Passadeira Vermelha’ esclareceu que não se trata de exigir que a cantora exponha tudo sobre a sua vida. “As pessoas não têm o dever de exporem tudo, obviamente que não. E se ela sentir que não quer falar sobre o assunto, não tem que o fazer”, disse.
Contudo, ao partilhar o seu relato atual sem explicar o percurso até este ponto, a artista “perde aqui o valor social, valor de impacto social que ela até agora teve”, defendeu Filipa Torrinha.
“Nada contra ter perdido peso, é uma questão que é dela e dos médicos dela. Contra sim o facto dela não estar a ser construtiva para o seu público”, concluiu, antes de passar a palavra a David.