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Céline Dion reaparece em público dois anos após batalha de saúde

A artista prepara regresso aos palcos em França e partilha: "Estou pronta e um pouco tensa"

A cantora canadiana chegou à capital francesa para preparar uma residência de concertos e não escondeu as lágrimas perante a multidão.

Céline Dion protagonizou esta sexta-feira, dia 28 de agosto, um reencontro marcante com o público ao surgir à porta do Hotel Le Royal Monceau, em Paris. A chegada à capital francesa assinalou a sua primeira aparição pública em quase dois anos, depois de ter sido vista em novembro de 2024 num desfile de moda da marca Elie Saab, em Riade, na Arábia Saudita.

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Visivelmente sensibilizada com a multidão que a aguardava no local, a cantora levou as mãos ao peito e retribuiu o carinho com gestos de afeto e beijos dirigidos aos admiradores. A artista surgiu com um visual sofisticado, combinando um sobretudo bege com botas pretas de salto e óculos escuros de grandes dimensões.

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O motivo da viagem prende-se com os preparativos para o seu regresso aos espetáculos ao vivo, anunciado em março passado. A partir de 12 de setembro, Céline Dion inicia uma residência artística na Plenitude Arena, em Nanterre, nos arredores de Paris, que contará com 16 concertos distribuídos entre setembro e outubro, aos quais se somarão mais dez apresentações já calendarizadas para maio de 2027.

Em declarações à estação televisiva francesa BFMTV, a intérprete admitiu o misto de entusiasmo e nervosismo com a proximidade do arranque dos espetáculos: “Estou pronta e um pouco tensa, é claro, porque já passou muito tempo. Sempre me senti apoiada desde o primeiro dia, e porque é uma história que continua. É verdade que aqui é a minha segunda casa“.

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Para garantir o melhor rendimento físico, a cantora tem cumprido um plano de preparação diário, que conjuga aulas de pilates e sessões de dança clássica com exercícios complementares na sua residência. Este regresso assinala uma vitória pessoal após o diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, uma patologia neurológica rara e sem cura identificada em 2022, que lhe causava espasmos musculares severos e a obrigou a suspender os compromissos profissionais.

Na altura em que tornou pública a sua condição médica, Céline Dion explicou as limitações que enfrentava no quotidiano: “Infelizmente, estes espasmos afetam todos os aspetos da minha vida diária. Às vezes, causam dificuldades a caminhar e não me permitem usar as minhas cordas vocais para cantar como de costume“. Mãe de René-Charles, de 25 anos, e dos gémeos Nelson e Eddy, de 15, a canadiana reafirmou sempre a paixão que a une à música: “Tudo o que sei é cantar. É o que fiz a vida toda. E é o que mais amo fazer“.

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