Curva da vida de Érica Silva no «BB All Stars»: Violência doméstica extrema marca o passado da concorrente
"Acho que nasci para sofrer": As tragédias, perdas familiares e agressões que marcaram Érica Silva
Na emissão deste domingo conduzida por Maria Botelho Moniz, a concorrente madeirense abriu o coração e partilhou os capítulos mais negros e traumáticos da sua história pessoal.
A noite deste domingo, 20 de setembro, na gala do «Big Brother All Stars», ficou marcada por um dos testemunhos mais intensos e dramáticos da história da competição na TVI. Perante o olhar atento de Maria Botelho Moniz e de milhares de espetadores, Érica Silva desenhou a sua “Curva da Vida”, expondo sem filtros os momentos de maior dor, perdas familiares inesperadas e um ciclo de abusos que quase lhe custou a sanidade.
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A madeirense começou por recordar a infância na Ribeira Brava, onde cresceu protegida pela família antes de ser confrontada com a tragédia aos dez anos, quando o primo Jonas morreu atropelado mesmo à porta da habitação familiar. “Ele veio para baixo da nossa casa jogar à bola e alguém nos toca à campainha, pede-nos para descer, tinha acontecido um acidente. E eu desci e cheguei a ver o meu primo ainda estendido. Ele foi na ambulância e já não voltou mais. E os nossos Natais acabaram aqui“, partilhou com grande pesar, revelando que mais tarde perdeu outro familiar próximo na época natalícia: “Cada vez que nós tentamos recuperar o Natal parece que acontece alguma coisa“.
A entrada na televisão deu-se na quarta edição da «Casa dos Segredos», após ter trabalhado na noite em Vila Real e mantido uma ligação a João. Contudo, a estreia mediática ficou ensombrada pela perda do melhor amigo, conhecido por “Patata”, que faleceu dias antes da final do programa.
Mais tarde, em 2014, a concorrente entrou naquela que descreve como a fase mais negra da sua existência ao acolher um novo parceiro debaixo do mesmo teto. “A pior coisa que eu fiz na minha vida foi meter esta pessoa dentro da minha casa. Foi uma pessoa que me fez muito mal. Mentiu-me, por isso eu não confio em ninguém. Rebaixava-me todos os dias e eu ainda assim amava-o“, desabafou.
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O relato escalou para a confissão de violência física e agressões mútuas de contornos extremos. “Sofri muita violência psicológica, chegámos a agredir mutuamente e foi aí o término. Acabou que eu liguei ao pai dele para o vir buscar, porque eu estava trancada na cozinha com uma faca apontada a ele, porque ele tinha-me batido e tinha partido o meu telemóvel“, relatou.
Anos mais tarde, após uma recaída marcada pelo excesso de álcool e por um ambiente destrutivo no Norte do país, Érica engravidou do mesmo indivíduo e tomou a decisão de interromper a gestação para travar novos episódios de sofrimento. “Não queria meter uma criança no mundo para sofrer (…) Tirou-me duas coisas que eu queria. Eu queria ser mãe e queria casar. Como é que foi o dia dessa intervenção? Foi horrível. Estava fresca e fofa por fora. Por dentro estava morta. Podre“, confessou, cortando ligações definitivas: “Não quero saber dessa pessoa na minha vida. Nem pintado de ouro“.
O regresso à Madeira coincidiu com a dor de perder a madrinha durante a pandemia e outro amigo próximo antes de entrar num desafio anterior. Apesar de admitir que carrega um fardo pesado – “Eu acho que nasci para sofrer, apesar de ter coisas muito boas ao longo da vida” -, Érica Silva fechou o seu testemunho com o orgulho e a força combativa que sempre demonstrou no ecrã. “Aqui estamos no All Stars. 14 reality shows no meu currículo. Daqui para a frente, só o futuro dirá. O passado fica lá para trás. Eu não me sinto uma estrela, eu sou uma estrela! Quem mais poderia ser a rainha dos reality shows? Sou eu, mais ninguém!“, rematou.