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Diogo Amaral abre o coração sobre o divórcio dos pais e a prioridade dada à felicidade dos filhos

No Alta Definição da SIC, Diogo Amaral recordou a separação dos pais aos sete anos e explicou a Daniel Oliveira como protegeu o filho Mateus de passar pelo mesmo.

Ainda durante a emissão deste sábado do programa Alta Definição, na SIC, Daniel Oliveira abordou a forma como Diogo Amaral lidou com os seus receios ao longo do crescimento.

“Ao longo do tempo, consoante foste amadurecendo, foste escondendo aquilo que sentias muitas vezes. Essa fragilidade, esse medo de falhar”, começa por dizer.

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O ator reconheceu que essa defesa emocional continua presente nos dias de hoje, embora com outra maturidade: “Eu acho que sempre tentei disfarçar um bocadinho as minhas fragilidades.” Diogo Amaral acrescentou que a forma como encara essas inseguranças mudou com a idade: “E de certa maneira, hoje em dia também ainda tento disfarçar as minhas fragilidades e tento olhar para elas com outro respeito. Com um olhar mais sério.”

Questionado pelo apresentador através da pergunta “Em criança tu já escondias o que sentias?”, o convidado recuou aos tempos de menino e estabeleceu um paralelo imediato com a história do seu primogénito: “Não sei. Os meus pais separaram-se quando eu tinha sete anos e o Mateus, o meu filho mais velho, também tem os pais separados desde muito cedo.”

A experiência pessoal serviu de lição para evitar repetir erros do passado na educação de Mateus, fruto da anterior relação com Vera Kolodzig. O intérprete explicou a sua abordagem: “E as coisas que foram difíceis para mim nessa altura, mas também eram outros tempos, eu sempre tentei fazer diferente. E acho que tenho muito sucesso nisso com o meu filho.” Ainda assim, admitiu que o divórcio dos progenitores deixou marcas na forma como gere as emoções: “Mas acho que aprendi, de certa maneira, a fazer um jogo de esconder de um lado e do outro. E sim, sempre tentei esconder um bocadinho as minhas fragilidades.”

Daniel Oliveira procurou saber a origem dessa dor infantil e questionou: “O que é que foi mais difícil para esse miúdo de sete anos na separação dos pais?” O ator apontou o conflito entre o casal como o fator mais penoso de gerir na época: “Eu gosto que as pessoas se deem todas bem. E nessa altura os meus pais não se davam bem. E era estranho, de repente… As separações são todas difíceis. Os meus pais fizeram o melhor que souberam na altura, mas estavam zangados um com o outro e fizeram aquilo que acharam que tinham que fazer, mas não foi fácil.”

Durante vários anos, o convidado tentou relativizar o impacto desse episódio, até passar pelo mesmo processo enquanto adulto: “E durante muito tempo era uma coisa em que eu sempre disse o contrário. Era bem diferente. ‘Ah, as separações não são fáceis’, era bem diferente. Mas foi uma coisa que me marcou bastante. E se calhar só vi isso quando me separei e quando via isso nos olhos do meu filho.”

Perante a pergunta direta de Daniel Oliveira sobre “O que é que tu vias?”, Diogo Amaral partilhou a sua visão sobre a estrutura familiar: “Ter os teus pais separados nunca, não acho que seja o ideal. Às vezes é o melhor para todos, mas na minha opinião, e eu sou um romântico, eu acredito muito na família e acho que isso despedaçar-se é… Eu acho sempre isso um bocadinho triste.”

O apresentador quis ainda perceber como o assunto foi tratado na altura, perguntando: “Em criança foi-te explicado? Havia espaço para conversas?” O ator mostrou total compreensão pela atitude dos progenitores face à mentalidade da época: “Eram outros tempos e não se dava tanto essa atenção. E coitados, os meus pais também estavam a lidar com o problema deles, não é? Que era gigante para eles na altura e tentaram fazer as coisas o melhor que podiam. Eu não culpo os meus pais em absolutamente nada.”

No presente, o foco de Diogo Amaral passa por garantir o bem-estar de Mateus e de Oliver, conforme sublinhou na reta final deste tema: “A minha prioridade e se calhar o meu propósito é sempre a família e os meus filhos. Eu faço tudo por um plano para satisfazer o dia dos meus filhos.” Para ilustrar essa dedicação diária, o ator partilhou um exemplo recente da rotina familiar: “Esta semana eles estão fascinados com aviões e existe um simulador de aviões e então os meus filhos esta semana vão pilotar um A320. E para mim, o meu ponto alto deste último fim de semana foi conseguir descobrir que existe um sítio perto de casa onde há um simulador.”

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