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“O amor da Jéssica salvou-me um monte de vezes”: As confissões de Diogo Amaral na SIC

No Alta Definição da SIC, Diogo Amaral falou sobre a superação dos problemas de adição e destacou a importância do apoio de Jessica Athayde na sua recuperação.

Ainda durante a entrevista concedida ao programa Alta Definição, na SIC, Diogo Amaral falou sobre o papel determinante da mulher e mãe do seu segundo filho, Jessica Athayde, bem como sobre os problemas de adição que enfrentou e a forma como conseguiu dar a volta por cima.

Questionado por Daniel Oliveira sobre o que a atriz trouxe à sua vida, o convidado destacou o crescimento mútuo: “A Jéssica entrou na minha vida há muitos anos, nós tivemos altos e baixos, até casámos, vai fazer agora dois anos em novembro. Mas a Jéssica trouxe à minha vida, para já, uma evolução e um amadurecimento, e a nossa história de amor tem crescido e acho que é cada vez mais bonita. Depois, ela é uma mulher generosa, é muito boa pessoa e eu valorizo isso muito. Aliás, se me perguntares o que é que eu gostava que os meus filhos fossem, acima de tudo eu espero que eles sejam boas pessoas e que sejam solidários e depois que sejam o que eles quiserem.”

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A frontalidade da companheira é uma das características que o intérprete mais valoriza no quotidiano: “A Jéssica trouxe-me uma qualidade que eu admiro muito nela, que é uma honestidade crua com ela e com os outros. De não teres vergonha de seres seja o que for que tu és. Por muito ridículo que tu vás ser, por muito extraordinário que tu vás ser, para o bom ou para o mau, não tens que ter vergonha do que és e de mostrares. Ela trouxe-me isso. Qualquer coisa que eu faça profissionalmente, ela é a primeira pessoa que eu quero que veja. Foi a primeira pessoa a quem eu mostrei o primeiro trailer que saiu da nossa novela. E depois, ela é muito crítica, mas tem uma honestidade que eu acho que é uma honestidade bonita, porque não te vai bater, mas vai-te dizer a verdade. E eu acho que nós termos alguém que nos diga a verdade sem tentar dar palmadinhas nas costas é muito valioso.”

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Num conjunto de perguntas rápidas conduzido pelo apresentador, Diogo Amaral garantiu que “a Jéssica é a minha melhor amiga” e explicou como o humor faz parte da rotina: “Eu acho que tu tens de rir, mas às vezes o meu humor chateia um bocadinho. E eu acho muita piada a isso.” Admitiu ainda ser o primeiro a pedir desculpa e apontou a teimosia à mulher e ao filho mais novo: “A Jéssica e o Oliver. São iguais, são muito parecidos. São mais teimosos, mas é uma teimosia conquistadora, porque acreditam numa coisa e que vão conseguir essa coisa e não desistem.”

Entre risos, deixou uma certeza sobre a liderança doméstica: “Não é que acha, atenção, vamos deixar isto bem claro. Quem manda é a Jéssica.” O ator assumiu-se ainda como o mais romântico da relação: “Adoro ser romântico. Adoro surpreender em dias em que tu não estás à espera de ser surpreendido.”

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No que toca a iniciar as conversas mais difíceis, o convidado chamou a si essa responsabilidade, elogiando o pragmatismo da atriz: “A Jéssica é super prática e é ótima a relativizar e é ótima a ter as conversas só quando têm que ser tidas. E eu aprendi imenso com isso. E é ótima a não poluir essas conversas. Vai super ao ponto. E quando vai ao ponto, é porque já pensou muito que tem de ir a esse ponto.”

Recordando o período conturbado que levou à separação temporária do casal no passado, o ator confessou ter temido uma rutura definitiva: “Acho que já tivemos muitas conversas difíceis. Acho que já passámos por muitas coisas difíceis. Eu já muitas vezes pensei que era o fim. Mas, se há uma coisa de que eu também me orgulho muito, é de nunca desistir das coisas em que eu acredito. E se houve coisa em que eu nunca deixei de acreditar, foi que a Jéssica era a pessoa que eu queria ao meu lado e que é a minha pessoa preferida e que era a pessoa com quem eu queria estar. Precisei de, se calhar, saber perder para depois conseguir, se calhar, reconquistar. E perder mesmo. Ou seja, perder, fazeres o exercício todo, ‘isto se calhar acabou’, e de só seres aquilo que tu és, tentares libertar um bocadinho do ego e de teres vergonha de mostrares que, pronto, ‘olha, eu perdi, mas eu não te vou tratar de maneira diferente por causa disso, nem vou ser arrogante contigo’. Não, olha, é só assumires isso e continuares. Eu também acho que foi isso que permitiu conseguir reconquistar.”

Para Diogo Amaral, o apoio emocional foi a chave para vencer a fase mais sombria das adições: “O amor salva sempre. O amor fraternal, o amor romântico. Fazer as coisas com amor, sentires que és amado, saberes também receber isso e saberes olhar que às vezes isso está nos pequenos e nos grandes gestos. A Jéssica e o amor da Jéssica salvou-me um monte de vezes, o amor dos meus filhos, o amor dos meus amigos. E acho que só também por ter passado por coisas piores, terem-me visto no meu pior, é que hoje em dia se calhar também me veem de outra maneira e com outro respeito. Se calhar tu só aceitando que perdeste é que te rendes, e só se te renderes é que te podes levantar. Porque quando eu me rendo e quando eu caio, eu preciso de levantar a mão para pedir ajuda e de receber a tua mão para me levantar. E essa mão é a mão da Jéssica, dos meus amigos, das pessoas que estão à minha volta e que me ajudaram. E só assim é que tu te reergues. E tu reergues-te sempre que quiseres, de tudo o que quiseres, se acreditares que és capaz e se fizeres para isso todos os dias. Consegues superar tudo o que tu quiseres. Digo-te, se eu consegui, toda a gente consegue.”

Confrontado por Daniel Oliveira sobre se chegou a achar que a recuperação não era possível, o ator abriu o coração sobre o fundo do poço: “Sim, em que eu achei que não dava mais, olha, que tinha perdido a Jéssica para sempre, que tinha destruído o meu trabalho. E achei mesmo que havia uma parte da minha vida que tinha acabado para mim. Há um momento em que tu estás num sítio e em que tu achas: ‘eu nunca mais vou sair daqui. Bem, ou como é que eu vou sair daqui? Eu não vou conseguir sair daqui’. E tens muitas pessoas à tua volta a dizerem-te: ‘tu vais sair daí, tu consegues sair daí, tu és capaz de sair daí’. Por isso é que eu digo que é importante, e eu tenho a certeza que é muito importante, tu ouvires os outros, tentares ao máximo seguir em frente sem olhar para trás. E subires a montanha, como eu gosto de dizer.”

Questionado sobre como se recupera a confiança alheia após momentos de falha, o intérprete apontou a consistência diária como o único caminho: “Recuperas a confiança dos outros a seres tu próprio, a fazeres aquilo que está de acordo com os teus valores, a seres amoroso, a seres honesto, a seres empático. Todos os dias fazeres esse esforço. E a pedires desculpa. Se ontem não foste, se não estiveste tão bem, a pedir desculpa a ti, a não te exigires demasiado, a esforçar-te e a dar tudo nas oportunidades que tens, aproveitá-las, saboreá-las, aproveitar os momentos que tens com as pessoas, ouvires as pessoas numa conversa. Isto parece que são muitas coisas, mas na verdade não são assim tantas e não é assim tão difícil. É só preciso termos um bocadinho de atenção e de sermos simpáticos connosco. E eu acho que isso acaba por dar confiança aos outros. E confiar muito nas outras pessoas.”

Sobre o compromisso assumido com Jessica Athayde, Diogo Amaral revelou a promessa que guia o casamento: “Amar-te e respeitar-te, na saúde e na doença. Todos os dias, para o resto da minha vida. Mas eu nunca lhe precisei de prometer isso verbalmente, é aquilo a que eu me obrigo e que para mim tem de haver sempre. Tenho que respeitar, tenho que amar e tem que continuar sempre que a vejo. Hoje, quando chegar a casa, vai acontecer outra vez, de certeza, que é sempre que a vejo ficar: ‘uau, venceste na vida, puto!’. Ficar admirado e tenho uma admiração muito grande por ela, pela mulher que ela é, pela gargalhada da Jéssica. E é essa admiração, esse respeito que eu lhe prometo. E eu acho que se isso algum dia falhar, eu tenho que me preocupar com isso.”

A si próprio, a promessa passa por manter três regras fundamentais: “Eu olho para mim sempre com honestidade, boa vontade e mente aberta. Eu preciso destes três pilares na minha vida para poder viver feliz e para poder correr atrás, para poder ser boa pessoa. Quando tu és boa pessoa, eu acho que isto engloba tudo. És bom profissional, és bom marido, és bom pai, és bom namorado, és bom amigo.”

A terminar, quando questionado sobre que pai deseja ser para Mateus e Oliver, Diogo Amaral sublinhou a importância da estabilidade: “O pai que eu gostava de ser, para além de ser o pai melhor amigo, gostava de alguma forma… e eu às vezes fico fascinado como os nossos filhos olham para nós, somos os heróis. E isso desmonta-me com algumas perguntas, quando os meus filhos têm medo de alguma coisa e sou eu que vou protegê-los. Mas aquilo que eu espero e que quero todos os dias ser para os meus filhos é poder estar lá para eles, inteiro, saudável, presente e generoso.”

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