“Ser feliz dá muito trabalho”: Diogo Amaral faz balanço de vida aos 44 anos na SIC
Diogo Amaral esteve no Alta Definição da SIC, onde falou sobre o orgulho na família construída com Jessica Athayde, o desejo de ter mais um filho e as críticas nas redes sociais.
Diogo Amaral foi o convidado deste sábado do programa Alta Definição, na SIC, conduzido por Daniel Oliveira.
Ao longo da entrevista, o ator fez várias confissões sobre o seu percurso, começando por se definir de forma simples: “Gosto de praia, de mar, gosto muito de sol, não gosto de trânsito.”
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Questionado por Daniel Oliveira sobre se a sua história de vida é feita de recomeços, superação, amor ou conquistas, o convidado destacou a importância do crescimento pessoal e deixou no ar a vontade de aumentar a família: “Acho que tem um bocadinho de tudo. Felizmente aconteceram um monte de coisas que me permitiram crescer e ser a pessoa que sou hoje, e tenho imenso orgulho da pessoa que sou hoje. Sei que tens sempre a possibilidade de fazeres melhor e todos os dias podes começar de novo. E se fores consistente e se acreditares no que outras pessoas te dizem, se souberes que há pessoas que te querem ajudar, consegues melhorar e consegues ser uma pessoa melhor. Tenho uma história de amor muito atribulada e bonita e vencedora. Tenho dois filhos incríveis. Gostava de ter mais um. Ainda tenho essa parte em aberto. Por isso, acho que é uma história muito rica. Acho que tenho tido a sorte e o privilégio de ter as oportunidades de crescer, mas já tive um bocadinho de tudo.”
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O núcleo familiar que formou ao lado de Jessica Athayde representa a sua maior conquista até ao momento. Quando o apresentador lhe perguntou do que mais se orgulha atualmente, Diogo Amaral foi perentório: “Eu orgulho-me muito da família que construí. Orgulho-me muito da minha casa. A minha casa é a Jéssica e os meus filhos. Hoje olho para isso e fico genuinamente orgulhoso daquilo que consegui construir. Acho que se constrói todos os dias. É como também gosto de dizer que ser feliz dá muito trabalho e tens que correr atrás disso. Escolher dizer bom dia às pessoas com um sorriso pode fazer muita diferença no teu dia e no dia da outra pessoa. Mas o que eu mais me orgulho é disso, é da minha casa, é da família que eu construí, da Jéssica e dos meus filhos.”
Olhando para trás, o ator garantiu que o jovem que era aos vinte e poucos anos ficaria surpreendido com o homem em que se tornou: “Com certeza. Eu penso muitas vezes e falo disso muitas vezes com os meus amigos, que também tenho a sorte de ter amigos incríveis. Eles se me dissessem hoje que eu ia estar aqui profissionalmente, na minha vida pessoal, de todas as coisas que eu já consegui conquistar, de todas as coisas que eu já consegui ultrapassar. Se me dissessem que aos 44 anos eu ia ter este percurso, eu não ia acreditar. Acho que tenho a sorte de já ter experienciado muitas coisas e de ter tido coisas tão boas e propostas de trabalho tão grandes. E às vezes eu idealizava um bocadinho menos. Há montes de coisas que eu ainda quero fazer, mas acho que tenho esse privilégio. As coisas vêm ter comigo.”
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Com a maturidade, a exigência excessiva e a procura pela perfeição deram lugar a uma maior tranquilidade no trabalho. Diogo Amaral explicou o que mudou na sua postura perante a profissão: “Eu já fui muito duro comigo, já me preocupei imenso com o que é que as outras pessoas iam pensar, que acho que é super subjetivo, porque também nunca consegues agradar a toda a gente. Então na minha profissão é muito difícil seres unânime e tens que estar preparado para isso. Há uma pessoa que vai gostar e há outra pessoa que não vai gostar e está tudo bem. Por isso eu aprendi foi a estar confortável com aquilo que eu faço, a fazer o meu trabalho o melhor que eu possa, preparar-me num ponto em que eu esteja moralmente confortável e pessoalmente confortável para apresentar o meu trabalho e ir para casa descansado e dormir descansado. Se eu estou descansado com isso e se eu sinto que entreguei um bom trabalho e que fui generoso com o meu colega e que criei um bom ambiente para a minha equipa, acho que é o suficiente. O resto é um presente incrível, mas é isso, é só isso, é um presente e que nem depende muito de nós.”
O início da carreira em idade jovem trouxe consigo o peso das expectativas alheias. O ator confessou a dificuldade em lidar com os rótulos impostos pelo meio artístico: “Porque ninguém nos ensina, não é? E de repente tu achas que tens que ser montes de coisas. As pessoas têm que gostar de ti e tu tens que ser incrível, lindo, magro, musculado, divertido, super bom ator, super interessante, tens que ter a opinião certa no momento certo e não podes vacilar e eu acho que isso é super desinteressante. Tu tens que ter uma personalidade e tens que ser uma pessoa e isso é que pode fazer de ti essas coisas todas, mas precisa de meio de caminho.”
Sobre o impacto das críticas e a exposição nas plataformas digitais, o convidado revelou a estratégia que adotou para proteger a sua estabilidade emocional: “Esta coisa das redes sociais, de repente eu tinha 100 comentários incríveis e um comentário mau. De repente parece que só esse comentário mau é que fica. Aprendes a lidar com isso, quero dizer, hoje em dia dá-me até alguma pena e até fico às vezes um bocado preocupado e angustiado. Como é que uma pessoa decide de repente acordar, está no seu dia e perder do seu tempo, que eu acho que é o que nós temos de mais valioso. Se eu der um bocadinho do meu tempo para te elogiar ou para melhorar um bocadinho o teu dia, se calhar eu estou a investir bem o meu tempo. Agora, eu tirar do meu tempo para ir dar uma opinião ou fazer um reparo desagradável a uma pessoa… Eu costumo dizer: tens o meu número de telefone? Sim, por favor, liga-me a fazer esse teu reparo. Não tens? Eu respondo a todas as pessoas que me mandam mensagens, por exemplo, no Instagram. A não ser que sejam mensagens bastante desagradáveis. E conversamos sobre o que eu acho que é razoável. Mas uma pessoa que te vai fazer um comentário do nada é muito chato, é muito feio. Isso incomodava-me. Até que descobri uma tática infalível, que é o apaga e bloqueia. Tem feito maravilhas, que é: olha, este comentário é mau, apaga e bloqueia. E pronto, deixei de perder tempo com esses comentários, porque acho que, na verdade tenho que dar atenção a esses comentários quando são feitos de pessoas que gostam de mim.”