Domínio absoluto do ‘Dois às 10’. Vence todos os confrontos diretos da Semana. Análise completa
Formato da TVI registou uma média de 283 mil espectadores e 18% de share entre 26 e 30 de outubro, deixando a 'Casa Feliz' da SIC e a 'Praça da Alegria' da RTP1 sem margem para responder.

As manhãs da televisão generalista em Portugal fecharam a última semana inteira de outubro sob a chancela incontestada da TVI.
Entre segunda-feira, 26 de outubro, e sexta-feira, 30 de outubro, o programa “Dois às 10” alcançou o pleno no confronto direto, somando cinco vitórias em cinco emissões frente aos seus concorrentes diretos, de acordo com os dados oficiais da MediaMonitor e da CAEM. A prestação do canal de Queluz de Baixo consolidou a liderança do horário matutino com uma vantagem média superior a 44 mil espectadores sobre a SIC e mais de 90 mil face à RTP1.
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A trajetória semanal da concorrência começou a desenhar-se logo no arranque da semana. Na segunda-feira, 26 de outubro, o formato da TVI registou o seu ponto mais alto da semana, atingindo 3,6% de rating médio, uma marca que colocou imediatamente a concorrência à distância, com a “Casa Feliz” da SIC a ficar pelos 2,4% e a “Praça da Alegria” da RTP1 nos 2,1%.
No dia seguinte, terça-feira, o “Dois às 10” assegurou novamente o topo do horário ao fixar-se nos 2,7% de rating, perante os 2,4% do canal de Paço de Arcos e os 1,9% da estação pública.
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A quarta-feira, 28 de outubro, trouxe o duelo mais renhido da semana entre os dois canais privados. Tanto a TVI como a SIC registaram 2,6% de rating no confronto direto, cabendo, contudo, a vantagem decimal e a liderança de emissão ao programa da TVI, enquanto a RTP1 subia ao seu valor mais alto do período analisado, com 2,1%.
Na quinta-feira, 29 de outubro, o programa da TVI voltou a ganhar tração ao subir para os 2,9% de rating, coincidindo com o melhor desempenho semanal da SIC, que se fixou nos 2,6%, mantendo a RTP1 na fasquia dos 1,8%. A fechar o ciclo de cinco dias, na sexta-feira, 30 de outubro, assistiu-se a uma descida generalizada nos consumos de televisão no horário matinal, fixando o “Dois às 10” nos 2,5%, a “Casa Feliz” nos 2,2% e a “Praça da Alegria” nos 1,8%, selando a quinta vitória consecutiva da estação de Queluz de Baixo.
Na avaliação global dos números consolidados da semana, o “Dois às 10” encerrou o período com um rating médio de 2,9% e uma quota de mercado (share) de 18,0%, o que se traduz numa audiência média de 283.860 espectadores. O alcance médio do programa coincidiu com o valor de share, situando-se igualmente nos 18,0%. A eficácia do formato da TVI foi alcançada com uma duração média de emissão de 2 horas e 35 minutos, a mais curta entre as três propostas das redes generalistas.
Em segundo lugar nas preferências do público esteve a “Casa Feliz“, transmitida pela SIC. O formato de Paço de Arcos obteve um rating médio de 2,4% e um share médio de 15,1%, reunindo uma média de 239.700 espectadores ao longo das suas cinco emissões diárias.
Com um alcance médio de 15,2%, o programa registou a sua duração média mais longa do lote, ocupando 2 horas e 42 minutos de grelha por dia. Apesar da proximidade registada a meio da semana, a SIC não conseguiu vencer qualquer confronto direto isolado no período em análise.

No terceiro lugar do canal aberto permaneceu a “Praça da Alegria“, emitida a partir dos estúdios do Porto da RTP1. O histórico espaço matinal da televisão pública alcançou um rating médio de 1,9% e um share médio de 12,0%, contabilizando 193.320 espectadores em média por emissão e um alcance médio de 12,1%. Com uma duração média diária de 2 horas e 40 minutos, o programa manteve uma linha de estabilidade, sem, contudo conseguir ameaçar a vice-liderança da SIC ou o topo detido pela TVI.
O comportamento dos índices de audiência ao longo destes cinco dias reflete uma dinâmica de fidelização vincada por parte do público da manhã.
Ao otimizar a sua grelha com emissões ligeiramente mais curtas e com maior capacidade de retenção de público no confronto direto, a TVI fechou a semana com 100% de vitórias diárias no período analisado, estabelecendo uma fasquia sólida que a concorrência direta não conseguiu ultrapassar.


