Festival neonazi clandestino reúne centenas de pessoas de vários países
Enganado pelos organizadores: Presidente de associação tenta travar festival neonazi
A iniciativa foi montada sob anonimato pelo núcleo nacional do grupo Blood & Honour, juntando dezenas de militantes estrangeiros num espaço alugado sob falso pretexto.
A Póvoa de Varzim transformou-se no palco de um encontro internacional de extrema-direita esta sexta-feira. Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se no centro da localidade para assistir ao “Masters of the Sea”, um festival clandestino de música de cariz neonazi promovido pela secção nacional da rede supremacista branca Blood & Honour, cuja organização decorreu em absoluto sigilo.
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As informações reveladas pelo semanário Expresso indicam que os ingressos custavam cerca de 50 euros diários, tendo sido reservado alojamento numa unidade hoteleira nas imediações do Aeroporto Francisco Sá Carneiro para acomodar parte do público. O esquema de segurança montado assentou na total reserva: o endereço do recinto só seguiu para quem comprou entrada através de redes encriptadas poucas horas antes dos primeiros acordes, replicando o método de outras edições.
Entre os nomes anunciados para o alinhamento musical surgem formações com ligações comprovadas à rede promotora, como os gregos Skumshot, os polacos Mr Obled e os portugueses Legião Lusitana. O cartaz integra ainda os alemães Flak, projeto conotado com o movimento Hammerskins e liderado por Phillip Neumann, conhecido na cena extremista pelo nome artístico de Phil Von Flak.
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Segundo os dados apurados pelo Jornal de Notícias, as atuações decorrem nas instalações de uma coletividade cultural da cidade.
A direção do espaço declarou ter sido induzida em erro, acreditando tratar-se da cedência do salão para um concerto convencional de rock, e procurou interromper o encontro logo ao princípio da noite, sem conseguir evitar a concentração de visitantes vindos de vários pontos do continente europeu.
A agitação gerada e o volume sonoro desmedido geraram apreensão imediata entre a população local, obrigando a Polícia de Segurança Pública e os responsáveis camarários a intervir e a monitorizar o perímetro. Fontes que acompanham estes movimentos calculam que a iniciativa possa atrair um total aproximado de 300 pessoas até ao fecho do fim de semana, sustentado pela chegada contínua de comitivas estrangeiras a território nacional.