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Filipa Torrinha ‘arrasa’ Vanessa Martins: “Confunde motivação com violação da lei”

Vanessa Martins tem "uma empresa de wellness sem preocupação com quem lá trabalha"

A comentadora da Sic Caras alertou para a necessidade de proteger os direitos laborais e defendeu que o empenho profissional não pode justificar práticas abusivas.

A polémica gerada em torno dos critérios laborais defendidos por Vanessa Martins na marca Frederica continua a motivar fortes reações públicas. Após a empresária ter participado num desafio sobre gestão de equipas e ter reagido às críticas ao alegar que está a ser alvo de uma tentativa de cancelamento e que na sua empresa há quem viva o projeto com disponibilidade para lá do horário habitual, Filipa Torrinha decidiu partilhar a sua perspetiva nas redes sociais.

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A psicóloga começou por apontar as contradições no posicionamento da empresária: “A Vanessa Martins está um bocadinho equivocada em relação a dois pontos importantes. Para já, quando confunde crítica com cancelamento, são coisas muito diferentes, e depois quando confunde motivação no trabalho, vestir a camisola, dedicação, empenho, com a violação do código de trabalho“.

A comentadora do «Passadeira Vermelha» sublinhou o paradoxo entre o propósito comercial do negócio e a conduta patronal demonstrada: “E o mais irónico e paradoxal no meio disto tudo é que a empresa da Vanessa é uma empresa de wellness, de saúde, de bem-estar. A própria Vanessa também na sua página pessoal e profissional, no fundo, também advoga estes valores. E eu questiono-me, e acho que não sou a única, onde é que está a preocupação com a saúde mental dos seus colaboradores“.

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Para Filipa Torrinha, a discussão pública do caso traz um impacto pedagógico importante para o mercado de trabalho, encorajando melhores práticas de liderança: “A parte boa de tudo isto é que pelo menos este assunto é falado, é trazido a público e é debatido (…) para as entidades empregadoras começarem, ou por consciência (…) ou por força da pressão mediática, a ter outro tipo de práticas mais saudáveis, com uma cultura organizacional menos tóxica“.

A psicóloga rematou a sua reflexão com um apelo à valorização dos limites e das conquistas dos trabalhadores, elogiando a postura das novas gerações perante exigências desmedidas: “Para que os funcionários percebam os seus direitos e que possam reivindicar sem medo, como aliás fazem supostamente alguns dos funcionários ou ex-funcionários que passaram na empresa da Vanessa (…) Porque dedicação ao trabalho não é o mesmo que alimentar e viver uma cultura de toxicidade e de exploração e que no fundo viola a lei laboral“.

 

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