No «Passadeira Vermelha», a jornalista apontou contradições entre o discurso de bem-estar da influenciadora e a disponibilidade contínua pedida aos colaboradores da marca Frederica.
As declarações de Vanessa Martins sobre os critérios de gestão da sua marca continuaram a suscitar fortes reações na emissão do «Passadeira Vermelha», na SIC Caras. Ao analisar as publicações onde a empresária defende a necessidade de os trabalhadores estarem disponíveis fora de horas para responder a urgências, Joana Latino destacou a incoerência entre a imagem de vida equilibrada que a criadora de conteúdos promove e as condições que exige a quem trabalha na sua estrutura.
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A jornalista chamou a atenção para o impacto negativo da ausência de horários fixos e de períodos reais de repouso na vida pessoal dos colaboradores onde, para a comentadora, a sobrecarga de trabalho e os contactos frequentes em horários impróprios comprometem gravemente a estabilidade individual.
“Uma pessoa como o Pedro, coitado, que está às dez da noite e depois às sete da manhã e depois às quatro da tarde e depois às onze da noite e depois às quatro da manhã, que vida, que descanso é que ele consegue ter? Que vida consigo própria?“, questionou Joana Latino, indignada.
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A apresentadora Liliana Campos interveio na tertúlia para lembrar que a fundadora da marca partilha publicamente rotinas rigorosas de autocuidado, como jantar pelas 18h30 e deitar-se cedo para assegurar um sono sem sobressaltos e, perante este cenário, Joana Latino sublinhou o contraste entre o discurso diário e público face as exigências internas da empresa: “É só para ela, não é para os funcionários dela. E isso é péssimo“.
A comentadora da estação de Paço de Arcos salientou que a recusa em compreender que os empregados também necessitam de usufruir de tempo livre e de saúde mental demonstra uma visão laboral desfasada dos valores sociais.
Segundo a jornalista, ao colocar as metas do negócio acima dos direitos dos colaboradores, a empresária transmite uma mensagem prejudicial para as relações profissionais: “Isto é exatamente outra vez um revelar de uma total falta de princípios que são comuns e que são para o bem comum e que são para que todos estejamos bem, de ser a patroa que nenhum empregado deseja“.
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