“As boas pessoas não verbalizam que são boas pessoas”, atira Inês Simões acerca de Boris
A comentadora do 'Diário do Big Brother Verão' critica a forma como o concorrente se defende.
Boris voltou a ser alvo de duras críticas no ‘Diário do Big Brother Verão’ desta terça-feira, 25 de agosto de 2026. Nuno Eiró lançou o debate, pedindo a Mariana para analisar a justificação de Boris a Sari Onoun.
Mariana não hesitou: Boris “sempre fez isso”. O concorrente, segundo ela, joga desde o primeiro dia, apesar de insistir no contrário. Quando as suas ações vêm à tona, tenta diluir a culpa, dizendo que é “uma atitude normal” e que “nunca foi por maldade”. Mariana acredita que Boris é “boa pessoa”, mas gostaria que assumisse o seu jogo. “Ele nunca admitiu que está a jogar”, atirou, explicando que Boris se refugia na sua natureza, afirmando: “eu sou mesmo assim, onde vou tenho amigos”.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Nuno Eiró provocou Joaquim, questionando se o caso de Boris era um exemplo de “boas pessoas estão infernos cheios”. Joaquim defendeu a personalidade de Boris, descrevendo-o como “uma boa personalidade e uma boa pessoa”, lembrando que foi um dos poucos com quem se deu na edição de 2016 do programa.
Leia também: Joaquim abre o jogo sobre Sara e Tatiana no ‘Big Brother’: “Ela está a jogar e se tiver de beijar o Nuno…!”
Contudo, o ex-concorrente apontou que a tentativa de Boris em “agradar a todos e tentar opinar e tentar fazer alguma coisa quando está com os outros e depois com eles” acaba por ser mal interpretada fora da casa. Explicou que, enquanto lá dentro, na ‘cadeira quente’, Boris mantém a sua postura, a perceção externa é diferente, baseada em “apanhados por alto”.
Joaquim frisou que é “muito difícil, é muito diferente estar a interagir e estar a olhar nos olhos e estar a sentir aquilo que estamos a sentir lá dentro com ele” do que ver as imagens de fora. Concluiu, sem rodeios: “Cada um monta a cama onde se deita, ele tem montado a dele, mas eu acho que ele não é isso tudo assim.”
Leia também: Rebeca Caldeira ‘discute’ na praia e David Motta reprova! “A educação não lhe assiste”
Inês Simões, em concordância com Joaquim, notou que Boris “muitas das vezes ele acaba por enfatizar, ah, eu sou boa pessoa, sou mesmo assim”. No entanto, para a comentadora, “as boas pessoas, quando são boas pessoas, não verbalizam” constantemente essa característica. Inês não poupou elogios ao jogo interno de Boris, considerando-o “brilhante” por conseguir “proteger praticamente a casa toda”, com verbalizações constantes de “eu vou proteger-te a ti, agora vou proteger-te a ti”.
No fundo, admitiu Inês, Boris estava a proteger-se a si próprio. Reconheceu, contudo, que quando Boris promete “vou-te proteger, não te vou nomear, vou-te dar a pulseirinha”, ele “quer realmente safar” o outro.
Nuno Eiró focou-se na justificação de Boris a Sari Onoun, onde o concorrente usou a expressão “Não, laissez-faire, laissez-passer, portanto eles estão para ali a falar e eu deixo-me ir”. O apresentador interpretou que Boris transfere a responsabilidade para os outros, limitando a sua a “estar presente”.
Inês Simões corroborou, descrevendo esta atitude como “a forma de estar do Boris”, um “traço da sua personalidade”. A comentadora explicou que Boris “vai deixando as coisas rolar” tanto dentro como fora da casa, e só “quando é apertado” ou confrontado, é que procura uma solução, seja no confessionário ou com Vanessa. Inês sublinhou que o pedido de desculpas de Boris a Sara só aconteceu porque foi “mais uma vez a ser confrontado”, caso contrário, “não aconteceria”.
Ainda sobre Boris, Inês Simões admitiu que o concorrente “foi-se muito abaixo com esta situação da Vanessa e da entrada da Joana”. A comentadora acredita que Boris “não tenha a perfeita noção de alguns comportamentos e algumas coisas que ele diz”, lembrando uma “saída muito infeliz com a Raquel” no passado. Apesar de não ver maldade intencional nas ações de Boris, Inês alertou que ele “tem que pensar, nomeadamente que está a ser filmado 24 sobre 24”.
O ‘Big Brother’ é um jogo, disse Inês, mas “é possível existirem amizades verdadeiras na casa, é possível existir lealdade”, citando a relação entre Massari e Nuno como exemplo de proteção mútua “até ao final”. Em contraste, apontou Tatiana, que “já dá desvantagem na gala para a Sara”, empurrando-a para a porta de saída, enquanto protege Nuno.
Nuno Eiró sugeriu que o grupo atual, ao longo dos dois meses de ‘Big Brother Verão’, seria o único com o qual Boris conseguiria manter o seu jogo.
Inês Simões concordou, dizendo que Boris “lê bem aqui o grupo”. A inércia e a falta de confronto dos concorrentes em situações de ‘cadeira quente’, galas ou especiais, permitiram a Boris desenvolver a sua estratégia. “Se o Boris apanhasse outro tipo de grupo, ia ser muito difícil a permanência do Boris dentro da casa, porque este jogo interno já não ia funcionar da mesma maneira”, concluiu Inês.
Fechado o debate sobre Boris, Nuno Eiró anunciou a próxima dinâmica na casa: o “botão das perguntas”, um botão verde que estará disponível por poucos minutos. Carregá-lo trará “perguntas que ninguém quer responder”, aumentando a pressão. O ‘Grande Irmão’ rapidamente explicou as regras do “jogo da campanha”: “Eu vou lançar uma pergunta. E um de vocês carrega no botão para decidir quem é que irá responder.”