Filipa Torrinha considerou as ideias de Susana Dias Ramos desprovidas de base científica e promotoras de preconceito.
O debate no «Passadeira Vermelha» sobre Susana Dias Ramos aqueceu quando Filipa Torrinha expôs um conjunto de declarações polémicas proferidas pela sexóloga onde, a comentadora da SIC Caras levou para o programa um levantamento rigoroso de frases que ilustram a postura da apresentadora do «100 Tabus», classificando o seu discurso como “machista” e “obsoleto”.
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Filipa Torrinha começou por criticar o vídeo partilhado pela própria Susana Dias Ramos, onde esta associava a divisão de tarefas domésticas ao sexo de cada um. “A Susana (…) tem duas coisas que eu não gosto. Uma, que é menos importante, é um tom do menos elegante que eu consigo imaginar (…). E a segunda é um discurso que me parece claramente machista, preconceituoso, zero fundamentado com ciência (…). A divisão de tarefas pelos casais, que eu acho lindamente que os casais dividam tarefas entre si como bem entendem, mas que isso não tem nada a ver com o teu órgão sexual“, atirou a comentadora.
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Para sustentar a sua tese, Filipa Torrinha leu em direto algumas citações atribuídas a Susana Dias Ramos. “Se tu exiges exclusividade de alguém, tu tens que ser responsável pelo desejo sexual da outra pessoa. Porque senão eu acho justo serem traídos“, leu a comentadora. A lista continuou com afirmações igualmente polémicas: “Traição é uma falha de caráter? ‘Não! (diz a Susana), é o desespero do desejo’“, e ainda, “As mulheres que não têm orgasmo são sexualmente incompetentes, sexualmente falando“.
A última citação partilhada por Filipa Torrinha – “Não é atraente nem apelativo para o homem uma mulher que não é feminina” – deixou o comentador David Motta incrédulo: “E esta mulher é sexóloga?“.
Perante o espanto no estúdio, Filipa Torrinha deixou uma mensagem assertiva. “Se a senhora tem direito à opinião dela, tem. É um país livre, felizmente. E aí, se esta opinião tem algum fundamento científico clínico? Tem zero! Isto é preconceituoso, isto cansa-me. (…) Este tipo de pensamento oprime as pessoas, oprime as mulheres. Eu discordo totalmente“, concluiu a psicóloga.
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