Futebol esmaga audiências de 2026: 18 dos 20 programas mais vistos foram transmissões do desporto-rei
O jogo dos oitavos de final do Mundial na RTP1, a 6 de julho, registou o recorde de 3.774.700 espetadores, com 67,7% de share, liderando o ranking geral.

O futebol dominou a televisão portuguesa em 2026. Dezoito dos vinte programas mais vistos do ano foram transmissões do desporto-rei, confirmando a sua força como pilar de audiência agregadora.
Os restantes dois lugares do ranking foram ocupados por jornais diários, que beneficiaram da onda de interesse gerada pelas grandes noites futebolísticas, deixando a ficção e o entretenimento geral fora do topo da tabela.
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A RTP1 agarrou a liderança do ranking de 2026 com o jogo dos oitavos de final do Mundial, transmitido a uma segunda-feira, 6 de julho. O encontro alcançou um resultado histórico: 3.774.700 espetadores, com 38,0% de rating e 67,7% de share. O fenómeno da competição de seleções estendeu-se aos outros dois canais generalistas.
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A TVI conquistou a segunda posição com um duelo da fase de grupos, a uma terça-feira, 23 de junho, acompanhado por 3.111.400 espetadores (31,4% de rating e 67,8% de share). A SIC fechou o pódio a 17 de junho com outro jogo do Mundial, seguido por 3.053.500 telespetadores (30,8% de rating e 64,6% de share). A própria final do Mundial 2026, emitida pela RTP1 a um domingo, 19 de julho, reuniu 2.794.700 espetadores ao longo de quatro horas de emissão especial, garantindo o quarto lugar da tabela geral.
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No que toca ao desempenho por canal, a RTP1 foi a grande vencedora do ano no acumulado das emissões de maior impacto, garantindo nove posições no TOP 20. Além do Mundial de Futebol, a estação pública impôs-se com encontros da Liga das Nações, que ocupou a quinta posição com 2.639.800 espetadores em setembro, com um jogo de preparação para o Mundial (2.203.300 espetadores) e com as grandes decisões do calendário nacional, como a final da Taça de Portugal Generali Tranquilidade (1.694.200 espetadores e a respetiva emissão de pós-jogo com 1.549.400 espetadores) e a Supertaça Cândido de Oliveira (1.317.800 espetadores).
Por sua vez, a SIC registou seis presenças no ranking, destacando-se nas fases decisivas do Mundial e nas noites europeias de clubes com a Liga Europa, cujas fases de pré-eliminatória e play-off ultrapassaram os 1,66 e 1,31 milhões de telespetadores, respetivamente. A TVI fechou o grupo das estações generalistas com cinco posições, impulsionada pelas meias-finais e quartos de final do Mundial, além do embate da Liga Portugal Betclic que atraiu 1.336.800 espetadores em setembro.
O poder de atração do futebol também puxou pelas notícias. Apenas duas emissões de informação conseguiram integrar a lista dos vinte programas mais vistos do ano, ambas coladas a transmissões de partidas decisivas do Campeonato do Mundo.
A 23 de junho, o ‘Jornal Nacional’ da TVI atingiu o 12.º lugar da tabela geral com 1.794.400 espetadores e 38,9% de share, alavancado pelo jogo transmitido no mesmo final de tarde. De forma idêntica, a 17 de junho, o ‘Jornal da Noite’ da SIC alcançou a 13.ª posição com 1.760.800 espetadores e 35,1% de share.
A ausência total de novelas, reality shows ou formatos de variedades no TOP 20 de 2026 ilustra a transformação do consumo televisivo em Portugal, onde os conteúdos de ficção e entretenimento geral migram cada vez mais para o consumo diferido e plataformas digitais, enquanto o desporto ao vivo permanece como o último grande bastião do consumo televisivo simultâneo e de massas.

